O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) apresentou denúncia contra Umberto Muniz de Melo, de 72 anos, acusado de matar a ex-companheira Maria da Glória Lima Xavier, de 50 anos, e o atual companheiro dela, Jaelson da Hora Silva, de 52. O crime ocorreu na noite de 29 de dezembro, às margens da rodovia SP-294, em Marília.
De acordo com a denúncia da Promotoria, os assassinatos foram cometidos com arma de fogo logo após as vítimas desembarcarem de um ônibus da empresa Guerino Seiscento, em frente à garagem da companhia.
Testemunhas relataram ter ouvido cerca de quatro disparos logo após o fechamento da porta do veículo. Ao descerem para verificar o que havia ocorrido, encontraram o casal caído no chão, já sem vida.
A investigação apontou que Maria da Glória havia mantido um relacionamento anterior com o acusado. Ele não aceitava o fim da relação. Essa motivação, segundo o MP, caracteriza o crime como feminicídio, por ter sido praticado em contexto de violência doméstica e menosprezo à condição de mulher. Já a morte de Jaelson foi enquadrada como homicídio qualificado, por ter ocorrido para assegurar a execução do primeiro crime.
Câmeras de pedágio registraram a passagem da caminhonete Chevrolet S10 branca, pertencente ao denunciado, em horários compatíveis com o deslocamento entre Tupã, Marília e outras cidades da região, reforçando a tese da autoria.
Poucas horas após o crime, Umberto Muniz de Melo foi preso em flagrante na rodovia Castelo Branco, em Boituva, enquanto tentava fugir em direção à capital.
Durante a abordagem, policiais rodoviários encontraram com ele um revólver calibre 38, com munições intactas, além de um aparelho celular e documentos pessoais. A arma, segundo a polícia, possuía registro de furto. Em depoimento informal, o acusado confessou os assassinatos e afirmou que agiu por não aceitar o novo relacionamento da ex-companheira.
O laudo pericial constatou que Maria da Glória foi atingida por disparos no tórax, no pescoço e na perna, enquanto Jaelson sofreu ferimentos fatais no pescoço e no tórax. O MP argumentou que o crime foi cometido de forma premeditada, com uso de recurso que impossibilitou a defesa das vítimas.
Com a denúncia, o Ministério Público requereu que o acusado seja levado a julgamento pelo Tribunal do Júri, respondendo por feminicídio, homicídio qualificado e porte ilegal de arma de fogo. O réu permanece preso à disposição da Justiça.
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