O futebol brasileiro perdeu nesta quinta-feira (6) um dos personagens marcantes da geração que encerrou um dos maiores jejuns de títulos do Corinthians. O ex-atacante Geraldo da Silva, o Geraldão, morreu aos 77 anos, deixando uma trajetória de conquistas por grandes clubes do país.
Antes de alcançar projeção nacional e marcar época com as camisas de Corinthians, Internacional, Grêmio e Juventus, o ex-jogador deu os primeiros passos como atleta profissional pelo primeiro clube da história de Marília.
Antes de aparecer por aqui, o atacante havia defendido a Prudentina, de Presidente Prudente, em competições amadoras. Também buscou oportunidades no América de São José do Rio Preto e no Linense, onde acabou reprovado em avaliações.
Natural de Álvares Machado, no oeste paulista, Geraldão assinou em 1969 o primeiro contrato da carreira com a extinta Associação Atlética São Bento de Marília, tradicional clube alvirrubro que disputava a terceira divisão do Campeonato Paulista na época.
A passagem pelo Bentão foi curta, reflexo das dificuldades financeiras enfrentadas pela equipe, que se afastaria das competições oficiais naquele ano. Para Geraldão, no entanto, representou o ponto de partida de uma trajetória que o levaria ao cenário nacional.
Carreira e títulos
Depois da passagem por Marília, o atacante encontrou espaço no Botafogo de Ribeirão Preto, onde permaneceu entre 1970 e 1975. O desempenho chamou a atenção do Corinthians, que o contratou para integrar uma das equipes mais emblemáticas da história do clube.
Vestindo a camisa alvinegra, Geraldão participou da campanha que colocou fim ao jejum de 23 anos sem títulos estaduais do Corinthians. A conquista do Campeonato Paulista de 1977 transformou aquele elenco em símbolo da história corintiana.
O atacante ainda participou da conquista do Paulista de 1979 e, nas duas passagens pelo clube, entre 1975 e 1981, marcou 91 gols, consolidando-se entre os principais artilheiros da época. Ao longo da carreira, Geraldão também defendeu Juventus, Grêmio e Internacional, além de outras equipes em seus últimos anos como jogador.
O encerramento da trajetória nos gramados ocorreu em 1989, quando vestiu a camisa do Garça Futebol Clube, equipe da região de Marília que atualmente está licenciada das competições oficiais da Federação Paulista de Futebol.
O corpo de Geraldão será sepultado nesta sexta-feira (7), no Cemitério São Pedro, na Vila Alpina, em São Paulo. A morte encerra a trajetória de um atacante que construiu uma carreira vitoriosa nos grandes centros do futebol nacional, mas cuja primeira assinatura como jogador profissional permanece ligada à história esportiva de Marília.
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