Vacinação é realizada em todas as Unidades de Saúde de Marília (Foto: Alcyr Netto/Marília Notícia)
Marília registrou queda de 62,5% nas mortes provocadas pelo vírus Influenza de janeiro até a 28ª semana epidemiológica deste ano, na comparação com o mesmo período de 2025. Os dados são da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e do sistema de vigilância epidemiológica. No total, foram três óbitos confirmados neste ano, contra oito registrados no ano passado. Apesar da redução na mortalidade, o número de internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) permanece elevado e mantém pressão sobre a rede de saúde.
O levantamento aponta ainda redução da taxa de letalidade da Influenza, que passou de 14,04% para 5,56% entre os dois períodos. Até a 28ª semana epidemiológica de 2026, Marília contabiliza 461 casos de síndromes respiratórias, com incidência de 192,39 casos por 100 mil habitantes e 18 óbitos relacionados a doenças respiratórias.
Pico de internações
As semanas epidemiológicas 21 e 22, entre o fim de maio e o início de junho, concentraram o maior número de notificações e internações hospitalares. De acordo com a análise, o aumento da demanda foi impulsionado pela circulação simultânea dos vírus Influenza A, Influenza B e, principalmente, do Vírus Sincicial Respiratório (VSR), responsável pela maior parte dos casos entre crianças.
Em relação à gripe, o município confirmou 54 casos de Influenza em 2026. Desses, 13 pacientes precisaram de internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), o equivalente a 24,07% dos casos. No mesmo período, a Covid-19 apresentou baixa circulação, com cinco casos confirmados, uma internação em UTI e nenhum óbito.
Os dados também mostram que crianças de até quatro anos e idosos acima de 60 anos concentram a maior parte das internações por Influenza. Entre as crianças, há predominância de pacientes do sexo masculino.
Cenário regional
No Departamento Regional de Saúde (DRS-9), que engloba Marília e municípios da região, foram registrados 777 casos de SRAG em 2026, com 127 internações em UTI e 32 óbitos.
Conforme o levantamento, Marília apresenta um dos maiores coeficientes de incidência da região.
Superlotação
No último dia 17, a Prefeitura de Marília divulgou nota informando que hospitais e unidades de pronto atendimento enfrentam superlotação e alta demanda por atendimentos médicos.
A Secretaria Municipal da Saúde orientou a população a evitar aglomerações em ambientes fechados, manter os locais ventilados, higienizar as mãos, utilizar máscaras em caso de sintomas respiratórios e manter a vacinação em dia.
A pasta informou ainda que segue monitorando os atendimentos de urgência e emergência e pediu a colaboração da população para enfrentar o período de maior circulação de vírus respiratórios.
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