Brasil e Mundo

Morre aos 85 anos o cantor Lindomar Castilho, de ‘Você é doida demais’

Após assassinar com tiros à queima-roupa sua 2ª esposa, o cantor cumpriu prisão e caiu no ostracismo (Foto: Divulgação)

Morreu neste sábado (20) o cantor e compositor Lindomar Castilho, aos 85 anos de idade. Afastado da vida artística há décadas, o músico teve uma trajetória marcada por uma tragédia desencadeada por ele próprio: assassinou com tiros à queima-roupa sua segunda mulher, Elaine De Grammont, em 30 de março de 1981. Coube a filha de Elaine e de Lindomar, Lili de Grammont a tarefa de noticiar a perda do pai em suas redes sociais. Em um texto profundo, reflexivo e crítico, ela informou que um ciclo se fechou. 

“O que fica é: somos finitos, nem melhores e nem piores do que o outro, não somos donos de nada e nem de ninguém, somos seres inacabados, que precisamos olhar pra dentro e buscar nosso melhor, estar perto de pessoas que nos ajudem a trazer a beleza pra fora e isso inclui aceitarmos nossa vulnerabilidade”, publicou, em seu perfil no Instagram.

“Assim me despeço do meu pai, com a consciência de que a minha parte foi feita — com dor, sim, mas com todo o amor que aprendi a sentir e expressar nesta vida”, concluiu.

A vida artística de Lindomar Castilho – antes do fatídico 30 de março de 1981, quando, em pleno palco a cantora Eliane De Grammont, sua 2ª esposa, foi assassinada a tiros por ele – alcançou o êxito nos anos de 1970, reconhecido nacionalmente como o ‘Rei do Bolero’.

Condenado a 12 anos de prisão, Lindomar cumpriu sua pena até a década de 1990. Compôs ‘Murada da Solidão’, e gravou, uma composição densa e profundamente triste, relatando a rotina e angústias de um detento. 

Entre os seus sucessos – anteriores ao assassinato – estão ‘Você é doida demais’ (trilha sonora de um programa na Rede Globo), ‘O bebum’, ‘Ébrio de amor’, ‘Eu vou rifar o meu coração’, ‘Nós somos dois sem-vergonha’, ‘Eu amo a sua mãe’ e ‘Coração Vagabundo’.

Regravou grandes clássicos da música brasileira, incluindo composições caipiras. Chegou a ser um dos artistas brasileiros campeões de vendas de LPs nos anos de 1970. Contudo, após cumprir prisão, gravou um álbum ao vivo, no ano 2000, sem repetir o êxito do passado. Aos poucos, se retirou da vida artística e, uma das últimas notícias que circularam dele, dava conta de que estaria bem doente. A família, através de Lili De Grammont, não informou a causa da morte.

Ramon Barbosa Franco

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