Morreu, neste domingo, 27, o ator e diretor paulistano Emílio Di Biasi. Segundo informações divulgadas por amigos nas redes sociais, ele lutava há pelo menos sete anos contra o Mal de Alzheimer.
Nascido em 1939, ele estreou nos palcos oficialmente em 1961, com o Teatro Oficina, em montagem do texto José, do Parto à Sepultura, de Augusto Boal, sob direção de Antônio Abujamra.
Dois anos depois, ele fundou o Grupo Decisão, ao lado de Abujamra, Antônio Ghigonetto, Berta Zemel, Wolney de Assis e Lauro César Muniz. Dessa época, peças como O Inoportuno, de Harold Pinter, estiveram entre suas atuações mais marcantes.
Nos anos seguintes, ele teve contato, como estagiário, com grupos como Piccolo Teatro di Milano e Berliner Ensemble. O encenador e dramaturgo americano Bob Wilson firmou-se como uma de suas principais referências.
Entre os anos 1980 e 1990, Emílio fez participações no cinema, incluindo três filmes de Carlos Reichenbach. Ao longo da carreira, comandou oficinas de atores da Rede Globo, codirigindo também, na mesma emissora, novelas como Renascer e O Rei do Gado.
Por sua atuação na peça Um Passeio no Bosque, de Lee Blessing, em 1999, Emílio ganhou o Prêmio Shell de melhor ator.
Pelas redes sociais, integrantes da classe artística lamentaram a morte do ator e diretor:
“O corpo do Emílio di Biasi morreu hoje. Mas aquele Emílio criativo, divertido, parceiro, já foi há tempos… doença terrível esse Alzheimer”.
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