“Reputo salutar afastar-me da jurisdição dos casos judiciais relacionados à Operação Lava Jato, com o que evitar-se-á controvérsias desnecessárias”, afirmou Moro ao corregedor.
“Assim, pretendo tirar a partir da presente data as várias férias que acumulei durante meu período de magistrado em decorrência das necessidades do serviço. As férias também permitirão que inicie as preparações para a transição de Governo e para os planos para o Ministério”, escreveu.
A saída de Moro vai abrir uma vaga na 13ª Vara Federal de Curitiba. A pergunta é: quem poderá ocupar a cadeira que foi de Moro por toda a Operação Lava Jato e desde muito antes? Em um primeiro momento, quem tomará decisões sobre os processos da Lava Jato será a juíza federal substituta Gabriela Hardt, que já atuou no caso todas as vezes em que Moro estava ausente – em maio, ela mandou prender o ex-ministro José Dirceu.
Gabriela ocupa o cargo desde 2014. No próximo dia 14, ela deverá interrogar o ex-presidente Luiz Inácio Lula na ação penal do sítio de Atibaia (SP), na qual o petista é acusado de corrupção e lavagem de dinheiro.
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