Janeiro chegou e, com ele, um velho conhecido do bolso do contribuinte: o Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU). Em Marília, relatos publicados por moradores nas redes sociais indicam aumentos nos valores cobrados em 2026 em comparação aos anos anteriores, o que tem motivado manifestações de contribuintes em diferentes regiões da cidade.
Segundo esses relatos, há casos em que os reajustes ultrapassam 300%. Os moradores afirmam que os novos valores impactam o orçamento familiar.
Um dos casos que ganharam repercussão foi o do morador Guilherme Rodrigues, residente há seis anos no bairro Maracá III. Segundo ele, o valor do IPTU saltou de menos de R$ 200 para quase R$ 900 – aumento de 350%.
“Faz seis anos que moro aqui, regularizei as benfeitorias logo no ano em que a casa foi entregue e sempre paguei menos de R$ 200. Agora subiu para quase R$ 900. Não faz sentido”, afirma.
De acordo com o carnê, o imóvel de Guilherme passou a ter valor venal de R$ 309.860,14, sendo R$ 67.271,37 referentes ao terreno e R$ 242.588,78 à edificação. O morador contesta a avaliação.
“Nem se eu erguer dois andares uma casa no Maracá teria valor venal de R$ 300 mil. Ainda mudaram o site para consultar o IPTU e agora não temos mais acesso ao histórico dos anos anteriores, apenas ao deste ano”, disse o morador da zona norte da cidade.
Ainda segundo Guilherme, após comentar sobre o aumento em uma página nas redes sociais, ele foi procurado pela Prefeitura.
“Quero uma solução. Felizmente me ligaram e disseram que estão revendo os casos de quem percebeu aumento indevido. Pelo que me explicaram, pode ter havido erro na prestação de serviço da empresa que usou drones para averiguar as casas. Eu entendo que é necessário um reajuste, mas aumentar cinco vezes o valor anterior é demais”, pontua.
Situação semelhante é vivida por Maria Aparecida Franquini, que também mora em área rural. “O meu teve aumento de quase 300%. Pagava R$ 542 e agora foi para R$ 2.050, em uma chácara que nem coleta de lixo tem, a 30 quilômetros do Centro de Marília. É muito abuso”, desabafa.
Os reajustes registrados neste ano ocorrem em meio às mudanças aprovadas pela Câmara Municipal em 2025. No ano passado, os vereadores votaram e autorizaram o Projeto de Lei Complementar nº 16/2025, que alterou a forma de cálculo do IPTU a partir de janeiro de 2026. Entenda como ficou a cobrança.
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