Raphael Zanon acredita que mudanças chegam primeiro para grandes empresas em Marília (Foto: Divulgação)
Raphael Zanon acredita que mudanças chegam primeiro para grandes empresas em Marília (Foto: Divulgação)
As empresas enfrentam desafios significativos em meio às mudanças rápidas na tecnologia e na preferência dos consumidores. Apesar das oportunidades que a digitalização oferece, para atender às necessidades crescentes dos clientes por agilidade, flexibilidade e estabilidade em grande escala, muitas organizações estão revendo os modelos de negócios. Em Marília, essa realidade não é diferente.
Canais e serviços desconectados, com processos ainda antigos, resultam em experiências fragmentadas para os clientes. É neste cenário que a Tecnologia da Informação (TI) Empresarial é fundamental.
As abordagens tradicionais de infraestrutura são complicadas de integrar, o que dificulta a adaptação e alteração dos serviços. Por esse motivo, ter uma infraestrutura moderna e robusta baseada em nuvem é crucial para integrar soluções com facilidade, reorganizar processos e manter a equipe focada em inovação e excelência.
De acordo com um estudo recente do Boston Consulting Group, é esperado um aumento de 20% no uso de serviços em nuvem em todo o mundo até 2025, com um crescimento esperado de 30% ao ano no mercado latino-americano.
O CEO na Alive Soluções e vice-diretor de Tecnologia e Inovação na Acim, Raphael Zanon, afirmou que grandes indústrias podem já estar mais evoluídas na questão de TI, principalmente na análise de dados, mas como estratégia, essas questões ficam internas e não são expostas pelas empresas.
“Marília tem algumas grandes indústrias e certamente já podem estar atuando com essas análises. Não ficamos sabendo como eles tratam esses dados, pois cada um tem sua estratégia, porém, isso fica, em um primeiro momento, em grandes empresas”, conta Zanon.
Já sobre levar dados e serviços para uma nuvem, Zanon acredita que mais cedo ou mais tarde isso vai acontecer pela questão até mesmo de custos.
“Não tenho dúvida que já está se tornando realidade. Muitas vezes, não compensa mais ter um servidor local. Você tem gastos com energia e mesmo com equipe especializada nessa área. É mais vantajoso você usar o serviço terceirizado nas nuvens”, revela Zanon.
O profissional de TI explica que as empresas médias levam um tempo maior para mudarem. A questão nem sempre é levada como prioritária e a evolução acontece dentro do prazo de depreciação dos equipamentos.
“Todo equipamento tem um prazo de depreciação. As empresas acabam esperando esse tempo para evoluírem nessa questão. As grandes até investem mais nisso, mas uma empresa de porte médio demora mais. Levar dados e serviços para a nuvem significam um ganho para as empresas, que não terão alguns custos”, conclui Zanon.
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