O mais caro dos estádios, o Mané Garrincha – que custou R$ 1,4 bilhão.
A construção e a reforma das arenas para a Copa do Mundo de 2014 tiveram irregularidades em pelo menos seis dos 12 estádios que receberam o Mundial, de acordo com delatores da Odebrecht.
O ministro Edson Fachin autorizou que sejam encaminhados para outras instâncias relatos que envolvem o Maracanã, o Mané Garrincha, a Arena Castelão, a Arena da Amazônia e a Arena Pernambuco.
Os conteúdos que apontam “possível prática criminosa associada à construção da Arena Corinthians” serão investigados no próprio Supremo Tribunal Federal (STF), onde já tramita um inquérito sobre o assunto.
No mais caro dos estádios, o Mané Garrincha – que custou R$ 1,4 bilhão -, os delatores relataram “ocorrência de acordo de mercado” – prática em que os concorrentes combinam, previamente, preços ou os vencedores de uma licitação. Os crimes específicos que poderão ser investigados não foram divulgados no despacho do ministro a que a reportagem teve acesso.
Nas obras do Maracanã – que custaram R$ 1,05 bilhão, 75% a mais do que os R$ 600 milhões que se calculou gastar em primeiro momento -, houve pagamento de vantagem indevida. Nas arenas Castelão, Amazônia e Pernambuco, houve acordo para fraudar o processo licitatório, conforme as delações. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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