Marília e região

Mercado imobiliário recua em fevereiro na região de Marília, aponta Creci-SP

O número de imóveis vendidos em Marília e região registrou queda de 29,18% em fevereiro de 2025 em relação a janeiro, segundo pesquisa divulgada pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP). O levantamento foi feito com 75 imobiliárias em 19 cidades, incluindo Assis, Garça, Lins, Marília, Ourinhos, Tupã e outras da região.

Além das vendas, o mercado de locações também apresentou recuo, com redução de 11,19% no número de novos contratos assinados no período. Apesar disso, o acumulado do ano mostra caminhos opostos: as vendas recuaram 36,29%, enquanto as locações cresceram 12,18%.

Para o presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto, os dados indicam uma mudança de comportamento do consumidor. “Muitos estão optando por alugar imóveis em vez de comprá-los. Esse comportamento pode estar relacionado à cautela econômica e à busca por maior flexibilidade financeira”, avaliou.

Perfil das vendas

Entre os imóveis vendidos em fevereiro, 78% foram casas e 22% apartamentos. A maioria das casas tinha dois dormitórios e entre 50 m² e 100 m² de área útil. Já os apartamentos mais negociados tinham dois ou três dormitórios e a mesma faixa de metragem.

Mais de 70% dos imóveis vendidos estavam localizados em bairros periféricos. Apenas 16,7% estavam nas regiões centrais e 12,5% em áreas nobres.

O financiamento foi o principal meio de pagamento: 51,9% das vendas foram financiadas pela Caixa Econômica Federal, 11,1% por outros bancos e 22,2% diretamente com os proprietários. Compras à vista somaram 14,8%. Nenhuma venda por consórcio foi registrada no período.

A faixa de preço mais comum dos imóveis vendidos ficou entre R$ 151 mil e R$ 200 mil, representando 38,5% das negociações. Em 53,8% dos casos, os imóveis foram vendidos pelo mesmo valor anunciado. Em outros 46,2%, houve algum tipo de desconto, geralmente de até 10%.

Locação em alta no acumulado

Apesar da queda pontual em fevereiro, o mercado de locação segue em crescimento no acumulado do ano. As casas foram responsáveis por 79% dos contratos de aluguel, com preferência por imóveis de dois dormitórios. Entre os apartamentos, os mais procurados também tinham dois dormitórios.

A maioria das locações ficou na faixa de até R$ 1.000. Imóveis localizados em regiões periféricas representaram 48,3% dos contratos. O fiador foi a principal garantia escolhida, usado em 58,9% das locações. Outras modalidades incluíram seguro-fiança (26,8%) e depósito caução (12,5%).

Entre os inquilinos que encerraram seus contratos em fevereiro, 23,5% se mudaram para imóveis com aluguel mais caro, o mesmo percentual dos que buscaram opções mais baratas. A maioria (52,9%) não informou o motivo da mudança.

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