Um dos maiores mistérios do esporte atualmente, o estado de saúde de Michael Schumacher é um segredo guardado com rigidez por sua família. São raros os amigos do piloto alemão que recebem informações sobre suas condições físicas. E um deles é o brasileiro Felipe Massa, companheiro do heptacampeão mundial nos anos de Ferrari.
Massa admite estar atualizado sobre a recuperação do ex-companheiro de time na Fórmula 1, mas evita revelar informações. “Me mantenho atualizado, sempre tive uma amizade muito grande com ele, mas não tinha contato com a esposa dele. Depois daquilo que aconteceu com ele, eu sempre respeitei a decisão da família, eles tentam proteger o Michael da melhor maneira possível, a cada momento em não expondo, não falando”, comentou o brasileiro em entrevista ao site da Betway, patrocinadora da sua equipe na Stock Car.
Discreto, o vice-campeão mundial da F-1 em 2008 pede compreensão e respeito às decisões da família do alemão. “Tenho uma noção de como ele está, tenho pessoas que são próximas e me passam informação, mas logicamente a gente tem que seguir e respeitar a decisão da família de proteger ele”, completou.
Schumacher sofreu um grave acidente enquanto esquiava em Meribel, nos Alpes da França, em dezembro de 2013. Segundo boletim médico divulgado na época, o ex-piloto, então com 44 anos, sofreu um traumatismo craniano com coma e precisou de uma intervenção neurocirúrgica. O estado de saúde era grave. Schumacher bateu a cabeça em uma rocha no momento da queda e foi levado para um hospital de Moutiers. Depois, o ex-piloto de F-1 foi transferido para o Hospital Universitário de Grenoble. Posteriormente, sua mulher o levou para casa, onde recebe tratamento constante.
Após mais de nove anos do acidente, poucas são as notícias sobre o estado de saúde de Schumacher. Apenas pessoas muito ligados ao piloto ou à família fizeram visitas neste período. “O acidente em si foi um evento da história contemporânea e deveria ser reportado. Mas não existe essa exigência (de dar informações) quando a recuperação é iniciada”, explicou o advogado Felix Damm em entrevista à agência de notícias alemã DPA, dois anos após o acidente.
Em 2016, em entrevista à BBC, Ross Brawn, diretor que trabalhou com Schumacher na Benetton, Ferrari e Mercedes, afirmou que o ex-piloto havia mostrado alguns “sinais encorajadores”, enquanto Jean Todt, então presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), em novembro de 2020, revelou detalhes de suas visitas ao alemão. “Eu o visito regularmente e assistimos à TV juntos. Sua luta continua, junto com sua família e seus médicos.”
A família de Schumacher chegou a ameaçar veículos de comunicação que divulgassem informações sua o estado do ex-piloto, e sempre segurou as notícias com o apoio da Justiça.
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