Marília

Mariliense deve se atentar para ter ceia dentro do orçamento

Aves natalinas comercializadas em supermercado na zona Sul de Marília (Foto: Alcyr Netto/Marília Notícia)

Com a alta dos preços dos alimentos ao longo do ano, o mariliense precisa ser criativo para garantir uma ceia completa no Natal, sem acumular uma dívida para o próximo ano. O ideal é que o consumidor pesquise antes de comprar os ingredientes e que faça um planejamento o quanto antes, para evitar surpresas.

Na comparação com 2021, servir os principais produtos tradicionais da ceia natalina ficou aproximadamente 10% mais caro. Para garantir as aves natalinas, panetone, espumantes, lombo, pernil e outros itens, segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), será preciso desembolsar R$ 294,75.

Antes de iniciar as compras, é importante calcular todos os gastos previstos para dezembro e janeiro, quando existe a cobrança de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), seguros e também as matrículas escolares.

De acordo com a economista Marisa Rossignoli, os produtos alimentícios já vinham de uma alta e os que fazem parte da ceia de Natal aumentaram ainda mais ao fim do ano. A especialista explica que o ideal é substituir e deixar de comprar.

“Acho que não tem muito que dizer. É realmente substituir e deixar de comprar. Lembrando que outros gastos também devem ter reajustes, como por exemplo o IPVA. Os combustíveis também já tiveram alta. O que pode ser dito é para as pessoas não se endividarem por conta destas compras”, reitera a economista.

Economista Marisa Rossignoli explica que é preciso substituir produtos para evitar os preços mais altos (Foto: Arquivo pessoal)

Definir com antecedência o número de convidados para a ceia de Natal é um fator para calcular os pratos necessários e, assim, evitar as sobras e o desperdício dos alimentos. A celebração também deve estar dentro da realidade do padrão de vida da família.

O excesso de variedades da ceia de Natal é uma das grandes causas do desperdício. O ideal é pensar em pratos que agradem a todos. As tradicionais aves como chester, tender e peru tendem a ser mais caros por serem tradicionais nesta época. Apostar em receitas com carnes suínas e frango recheado é uma boa opção pelo menor custo.

Feiras livres costumam ter itens mais frescos e baratos. As frutas secas podem ser adquiridas em estabelecimentos que vendam a granel. Para as compras de itens em grande quantidade, como carnes e bebidas, existem os mercados atacadistas. Trocar alimentos e bebidas importados por itens nacionais e mais baratos também ajudam a manter o orçamento sem perder no sabor ou na qualidade.

O economista Benedito Goffredo destacou a importância de uma pesquisa de preços antes de efetivamente comprar os produtos das ceias natalinas, principalmente ficando atento para aproveitar promoções em feiras e supermercados.

“Priorizar a compra de produtos alimentícios da estação também é muito importante. No caso específico das proteínas, optar pela carne suína, cujo aumento de preço foi bem inferior às de aves, por exemplo. Inclua arroz, frutas, hortaliças e legumes, cuja oferta está a contento. Outra boa dica é combinar com amigos e parentes a divisão dos gastos. Eles vão entender perfeitamente, porque a inflação é de conhecimento de todos”, conta Goffredo.

Várias opções de panetone em supermercado de Marília (Foto: Alcyr Netto/Marília Notícia)

A cuidadora Maria de Lourdes Julio conta que outra opção é pedir para cada convidado levar um prato. “Para não sair muito caro para uma pessoa ou uma família específica, aqui a gente opta por cada um trazer um prato diferente. A gente estabelece antes o que cada um pode trazer, de acordo com as condições de cada um, e junta tudo no dia. Acho que assim não pesa tanto, todo mundo come bem e se diverte. É uma das saídas que acho mais viável e em conta”, diz.

Também é importante não deixar as compras para a última hora, quando os supermercados estão cheios, provocando estresse e a pressa, fazendo com quem alguns consumidores peguem produtos mais caros e até desnecessários. Sem contar que a grande procura faz com que alguns itens fiquem mais caros pela baixa oferta e grande demanda.

Alcyr Netto

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