Variedades

Mariliense participou de filme com mais indicações ao Oscar

Guilherme Marega com a família em Montreal, no Canadá (Foto: Arquivo Pessoal)

O filme 1917, vencedor do Globo de Ouro e com dez indicações ao Oscar de 2020, contou com a participação do mariliense Guilherme Marega Luciano Gomes, de 30 anos, na etapa de efeitos visuais.

O rapaz se mudou para Montreal, no Canadá, em 2017, para uma pós-graduação na área de publicidade. Assim que terminou o curso, passou a integrar a equipe do estúdio local MPC, contratado pelo diretor britânico Sam Mendes.

O filme se passa na Primeira Guerra Mundial, o que exige efeitos durante quase toda sua extensão. O formato escolhido, onde quase não são percebidos os cortes na hora da edição, também exigiram muito da pós-produção.

Guilherme trabalhou justamente fazendo a ponte entre o diretor Sam Mendes e a equipe do estúdio, passando exatamente o que deveria ser feito, como bombas explodindo ou aviões caindo do céu.

Cartaz do filme 1917, do britânico Sam Mendes (Foto: Divulgação)

“Não esperava que seriam tantas indicações. Algumas como fotografia, a gente até já previa. Mas o filme está concorrendo também nas categorias técnicas, o que é surpreendente”, comemorou o profissional.

Ele nasceu e cresceu em Marília e antes de se formar em Produção de Rádio e TV, quase se tornou administrador. “Parei para pensar e decidi que, em 21 anos eu não ia querer estar administrando uma empresa. Então fui em busca de um sonho”.

Depois de começar o curso que realmente desejava, no Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, Guilherme conseguiu estágio na Rede TV e participou da produção dos programas do apresentador João Kleber.

“Fiz Você na TV e Teste de Fidelidade. Depois fui para a Rockstar Films, onde fiz diversos tipos de vídeos. Trabalhei para a Motorola, Natura em uma produção muito legal com o Emicida, Michelin e aprendi muito sobre captação de imagem, direção no set, edição”, disse.

Guilherme no Estúdio em que trabalha (Foto: Arquivo Pessoal)

Antes de ir para o Canadá, o jovem voltou para Marília e trabalhou na Tatá Comunicação e Marketing.

Para este ano seus planos são outros. Junto com dois amigos vão produzir um filme independente. O roteiro deve ficar pronto em breve e o filme pode sair em 2021. O drama com misto de suspense vai se passar no Canadá.

A história envolve um fazendeiro que encontra uma caminhonete com alguns corpos dentro de sua propriedade e vê dois motociclistas deixando o local. Depois disso, coisas estranhas começam a atormentá-lo.

“Além disso, não posso contar mais nada. Vocês vão ter que esperar”, comenta o jovem.

(Foto: Arquivo Pessoal)

Leonardo Moreno

Leonardo Moreno é jornalista e atualmente cursa Ciências Sociais. Vê o jornalismo de dados como uma importante ferramenta para contar histórias, analisar a sociedade e investigar o poder público e seus agentes.

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