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Mariliense coordena estudo com destaque internacional

O chefe da disciplina de Endocrinologia e Metabologia da Famema (Faculdade de Medicina de Marília), Prof. Dr. José Augusto Sgarbi, coordenou no Brasil, importante estudo publicado nesta sexta-feira, dia 10 de abril, pelo Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism.  

O estudo denominado em inglês “Subclinical Hypothyroidism and the Risk of Stroke Events and Fatal Stroke: An Individual Participant Data Analysis”, publicado no Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism, o mais importante periódico internacional especializado em endocrinologia, com elevado impacto de publicação (em torno de 6,5) e de referência A pela CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior). Devido à sua importância, foi publicado hoje online, antes da publicação impressa, prevista para o mês de junho.

O estudo, fruto do esforço colaborativo de investigadores internacionais, denominado Thyroid Studies Collaboration, revela dados importantes sobre associação do hipotireoidismo subclínico com o acidente vascular cerebral (AVC), conhecido popularmente como derrame cerebral. O risco de eventos de AVC foi 3 vezes maior e de morte por AVC foi 4 vezes maior em indivíduos com menos de 65 anos de idade com hipotireoidismo subclínico, comparados aos indivíduos com função tireoidiana normal. Em indivíduos com hipotireoidismo subclínico com mais de 65 anos, o risco não foi aumentado.

Os dados extraídos de 17 populações em todo o mundo, incluindo a brasileira, coordenada pelo Professor José Sgarbi, totalizando mais de 47.000 indivíduos,  reforçam a necessidade de tratamento do hipotireoidismo subclínico persistente em indivíduos com menos de 65 anos. Por outro lado, os dados fortalecem estudos anteriores que mostraram um menor impacto clínico do hipotireoidismo subclínico em pacientes idosos.

Hipotireoidismo subclínico

O hipotireoidismo subclínico é uma forma leve, inicial e geralmente assintomática do hipotireoidismo. Em geral, os casos são diagnosticados através da realização de exames de rotina ou de check-up. A frequência desta condição clínica na população é elevada, sendo de aproximadamente 9% em estudo populacional brasileiro, conduzido na Faculdade de Medicina de Marília e Universidade Federal de São Paulo, sob coordenação dos professores José Sgarbi (Famema) e Rui Maciel (Unifesp), com financiamento da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).

“Em estudos anteriores, já havíamos demonstrado que o hipotireoidismo subclínico associa-se com maior risco de infarto agudo do miocárdio e morte por doença cardiovascular”, concluiu o Prof. Dr. José Sgarbi.

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