Marília e região

Marília tem um em cada 16 moradores com algum tipo de deficiência

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) divulgou novos dados detalhados do Censo Demográfico de 2022, e traçou um retrato da população com deficiência e diagnosticada com autismo em Marília. O levantamento apontou que 6,1% das pessoas – ou uma em cada 16,3 pessoas -, com dois anos ou mais, foram declaradas com algum tipo de deficiência, enquanto 1,1% dos moradores recebeu diagnóstico de autismo.

Entre os 232.643 moradores pesquisados, 14.206 deles declararam ter deficiência, o equivalente a 6,1% da população dessa faixa etária. A prevalência é maior entre as mulheres (6,7%) do que entre os homens (5,5%), com a diferença se acentuando nas faixas etárias mais altas.

De acordo com o IBGE, entre os idosos com 60 anos ou mais, 19,1% das mulheres declararam alguma deficiência contra 14,7% dos homens. Foi constatado que a presença de deficiências aumenta com o avanço da idade. Pessoas entre 85 e 89 anos têm uma taxa de 40,2% e, entre 95 a 99 anos, mais da metade, ou 54%, enfrenta alguma limitação funcional. Já entre crianças e adolescentes de dois a 14 anos, a incidência é menor, totalizando apenas 1,9%.

O censo do IBGE investigou os tipos e graus de dificuldades funcionais permanentes. As limitações mais comuns em Marília são a dificuldade para enxergar, mesmo com óculos, atingindo 6.485 pessoas (2,8%). Em seguida aparece a dificuldade para andar ou subir degraus, com 6.332 pessoas (2,7%).

A cidade conta com 3.379 que declararam dificuldade relacionada à comunicação, cuidados pessoais, trabalho ou estudo por limitações mentais (1,5%). Foram 3.049 pessoas com dificuldade para pegar pequenos objetos (1,3%) e 2.728 pessoas com dificuldade para ouvir, mesmo com aparelho auditivo (1,2%).

A maioria das pessoas com deficiência relata ter apenas uma dificuldade funcional (9.908 pessoas ou 4,3% da população com dois anos ou mais). Outras 4.298 pessoas (1,8%) convivem com duas ou mais limitações.

Em 2022, 11.908 domicílios marilienses (13,5% dos 88.377 domicílios particulares permanentes ocupados) abrigavam ao menos uma pessoa com deficiência. No total, 32.789 moradores viviam nesses lares.

A maioria está em domicílios com apenas adultos com deficiência (11.317 residências), enquanto 408 têm apenas crianças com deficiência. Em outros 184 domicílios vivem adultos e crianças com algum tipo de limitação funcional. Já 76.469 domicílios (86,5%) não possuem moradores com deficiência.

Caminhada de conscientização do autismo no Centro de Marília (Foto: Divulgação)

DIAGNÓSTICO DE AUTISMO

O IBGE também investigou pela primeira vez a quantidade de pessoas com diagnóstico de autismo. Em Marília, 2.705 moradores receberam esse diagnóstico, representando 1,1% da população total da cidade.

A proporção é ligeiramente maior entre os homens (1,3%), com 1.516 casos, do que entre as mulheres (1%), com 1.189 casos. O diagnóstico é mais comum nas faixas etárias mais jovens. Entre crianças até quatro anos, 352 (2,6%) foram diagnosticadas, com 3,2% (221) entre os meninos e 2% (131) entre as meninas.

A mesma taxa de 2,6% se repete entre crianças de cinco a nove anos, com 3,8% (280) para meninos e 1,5% (107) para meninas. Acima dos 10 anos, a taxa cai e permanece abaixo de 2%.

Quanto aos domicílios, 2.366 residências em Marília têm ao menos um morador diagnosticado com autismo, o que representa 2,7% dos domicílios particulares permanentes ocupados. Ao todo, 7.762 moradores residem nessas casas — 3,3% da população residente em domicílios ocupados.

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