Marília

Marília registra em média sete casos de dengue por dia

Profissional de empresa contratada pelo município realiza nebulização (Foto: Arquivo/Prefeitura)

Em apenas quatro meses o município de Marília atingiu 880 casos confirmados de dengue, o que significa, em média, sete pessoas por dia com exame positivo para a doença provocada pelo mosquito Aedes aegypti. Uma pessoa morreu em janeiro com a infecção.

A cidade já está em estado de epidemia. É importante lembrar que, no caso de dengue, assim como outras doenças, são testados apenas pacientes com sintomas.

Especialistas ouvidos pelo Marília Notícia estimam que, para cada pessoa notificada, outras dez podem ser assintomáticas ou terem manifestações brandas, sem receberem diagnóstico.

Exames

A sorologia para dengue pode ser feita em laboratórios particulares, mas 92% de todas as coletas em Marília aconteceram em unidades de saúde da rede básica, Unidade de Pronto Atendimento da zona Norte (UPA), Pronto Atendimento da zona Sul (PA) ou Hospital das Clínicas (HC).

Em 8% dos casos positivos notificados o exame foi feito após coleta na Prontomed, Pronto Socorro do Hospital Beneficente Unimar (HBU) ou Pronto Saúde da Santa Casa de Misericórdia de Marília.

Mapa da dengue

Este ano a epidemia de dengue na cidade tem mais força em partes das zonas Oeste e Sul, com bairros afetados também na zona Norte.

Os moradores atendidos pela Unidade Saúde da Família (USF) Argollo Ferrão, na região Oeste, convivem com mais casos. Em 2020, foram 76 ocorrências confirmadas. No Alto Cafezal, parte do Centro e imediações, 71.

Números elevados também no território da Unidade Básicas de Saúde (UBS) Chico Mendes (56) e USF Jardim Marília (29 casos confirmados).

Na zona Sul, o problema é maior nos territórios das USFs Santa Paula/Marajó (45) e UBS Planalto (32 casos). Já na região Norte, o Santa Antonieta (áreas da UBS, II e III) soma 37 vítimas da dengue em 2020.

Nebulização

O secretário municipal da Saúde, Cássio Luiz Pinto Júnior, que havia informado ao MN um estudo envolvendo a Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), para possível uso de “fumacê” na cidade, disse neste sábado (2) que a conversa vai avançar durante esta semana e poderão ser definidos detalhes da aplicação por bombas.

Vale lembrar que em 2019 a cidade voltou a registrar epidemia, com quase 3 mil casos de dengue. Anteriormente, a última epidemia da cidade havia sido registada em 2015, quando a doença fez mais de 25 mil vítimas oficiais em Marília.

Carlos Rodrigues

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