Marília

Marília tem mais de 3,5 mil pontos de água parada

O poder público encontrou 3.594 pontos de água parada em Marília. Os dados constam em levantamento feito em fevereiro pelo Sistema de Informação da Sucen (Superintendência de Controle de Endemias). Ralos são o principal problema.

Também foram encontrados outros 8.516 recipientes vazios, mas com capacidade para manter água armazenada e propiciar a proliferação do aedes aegypti, mosquito que transmite doenças como dengue, febre amarela, chikungunya e zika.

A situação é preocupante, já que a cidade corre risco de surto de dengue em 2018, como o Marília Notícia mostrou em reportagem exclusiva publicada recentemente.

O índice Breteau, que mede a densidade larvária, está acima do recomendado pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

A administração municipal diz que a quantidade de casos confirmados de pessoas com dengue e outras doenças relacionadas ainda é baixo e por isso a circulação do vírus causador das enfermidades não é tão intensa, o que atenua o problema.

No entanto, se a população não fizer sua parte na eliminação de pontos de água parada, o risco de uma explosão no número de doentes se torna ainda mais próximo de virar realidade.

Áreas de Marília

A região da cidade que mais apresentou pontos de água parada foi a zona Leste, como o bairro Cascata. Ali foram verificados 970 recipientes com o líquido acumulado.

A zona Sul, com bairros como o Nova Marília, Marajó, Santa Paula e Jóquei, foi a região que teve o segundo maior número de pontos de água parada constatados, com 925 registros.

Na zona Norte foram 872 recipientes com o líquido e na área que abrange Centro e parte da zona Leste foram 815.

Principais recipientes e soluções

O principal acumulador de água verificado foram os ralos, que totalizaram 970 flagrantes feitos pelo poder público, sendo 497 deles em áreas externas e os demais no interior de imóveis.

São ralos sifonados, de pia, lavatórios, tanques, box de banheiro, para escoamento de água de chuva, entre outros. Uma das soluções aqui é a aplicação de areia.

Outro problema recorrente foram as vasilhas para alimentar animais: 435 com água parada. São bebedouros, bacias, latas e potes diversos. É recomendada a troca constante de água e limpeza com escovação. Soltar peixes larvófagos também ajuda.

Latas e garrafas também são antigos conhecidos que continuam aparecendo entre os principais acumuladores de água. Juntos, somaram 847 itens com água. Mas se observarmos aqueles que estavam vazios, com capacidade para encherem, foram mais quase 1,1 mil.

Outro objeto clássico no combate da proliferação do aedes é o pneu. Foram encontrados 57 com água e 109 secos, mas passíveis de acumulação. Esse tipo de material deve ser furado ou entregue em ponto de coleta.

Suspeita de morte por chikungunya

A família de um idoso de 65 anos, que residia no bairro Vila Altaneira, zona Leste de Marília, afirma que ele faleceu nesta quinta-feira (22) por complicações decorrentes da febre chikungunya.

Já a Prefeitura de Marília, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, informou que ainda não foi notificada sobre nenhum óbito de paciente com resultado positivo para chikungunya.

“Em caso de recebimento da notificação do óbito, o município também será informado das causas da morte, por meio da Declaração de Óbito. Independente dos procedimentos técnicos de notificação, as ações de controle do mosquito Aedes Aegypti, causador de doenças como dengue, zika e chikungunya prosseguem e são realizadas na cidade desde o início do período de intensificação, no segundo semestre de 2017”, disse o poder público municipal.

Leonardo Moreno

Leonardo Moreno é jornalista e atualmente cursa Ciências Sociais. Vê o jornalismo de dados como uma importante ferramenta para contar histórias, analisar a sociedade e investigar o poder público e seus agentes.

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