Marília e região

Marília tem 10 mortes e lança plano para reduzir complicações da SRAG

Foram quase 160 casos confirmados oficialmente (Foto: Divulgação)

Pelo menos 10 pessoas já morreram em Marília neste ano por complicações da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre 159 casos oficialmente confirmados pela Secretaria Municipal da Saúde.

Os dados constam do Plano de Contingência Municipal para Enfrentamento da SRAG publicado pela pasta na edição desta terça-feira (17) do Diário Oficial do Município de Marília (Domm). O município está em estado de emergência desde 31 de maio.

Segundo o plano, até a 17ª semana epidemiológica de 2025, encerrada em 26 de abril, houve predominância em casos de Vírus Sincicial Respiratório (VSR) em crianças menores de um ano e de Covid-19 em idosos.

Ainda de acordo com a publicação, dos 75 casos positivos para vírus respiratórios, 17 (50,6%) eram de Covid-19; 19 (34,7%) de VSR. Entre os demais, 8% foram de outros vírus e 6,70% do Influenza A.

AÇÕES

O plano define ações em diversas áreas da saúde na administração municipal – além da vigilância, também da atenção primária, do trabalhador, de emergência, zoonoses, entre outras – para prevenir casos e reduzir o número de mortes.

Entre as frentes definidas para o enfrentamento da SRAG definidas pelo plano estão a realização de testes rápidos de Covid-19, vacinação de Influenza, fornecimento de máscaras e acompanhamento de gestantes, crianças e idosos.

Idosos estão entre os mais vulneráveis à síndromes respiratórias (Foto: Divulgação)

“As ações propostas visam garantir atendimento oportuno e seguro à população, especialmente aos grupos mais vulneráveis, com ampliação de horários em Unidades Básicas de Saúde (UBS) estratégicas”, diz o plano.

Na prática, as ações do município atacam a escalada dos casos de cada uma das doenças provocadas pela SRAG. O plano não detalha os números de hospitalização provocados por SRAG em Marília.

SINTOMAS

No entanto, o documento informa que “na maioria dos casos”, a SRAG “leva à hospitalização”, provocada por “comprometimentos da função respiratória”, seja por “vírus, bactérias, fungos e outros agentes”.

No caso da síndrome gripal, os pacientes apresentam quadros agudos com pelo menos dois sintomas dentre os mais comuns – febre, calafrios, dor de garganta ou de cabeça, tosse, coriza e distúrbio de olfato ou paladar.

Quando o quadro evolui para uma SRAG, os sintomas são desconforto respiratório, pressão ou dor persistente no peito e coloração azulada nos lábios ou rosto. A transmissão se dá pelo contato com secreções, mãos, espirro.

Em caso de contaminação, o serviço médico deve ser imediatamente procurado. Além das unidades básicas de saúde, também as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) norte e sul poderão ser procuradas após as 17h.

Rodrigo Viudes

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