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Marília tem 1 estupro por semana e movimentos sociais protestam

Foto: Marcelo Sampaio

Um protesto contra a violência sexual e a violência contra a mulher em nossa sociedade chamou atenção de quem passava pelo cruzamento da Avenida Rio Branco com a Sampaio Vidal, no final da tarde de ontem (2). O movimento é uma união de grupos e coletivos feministas que repudiam a chamada ‘cultura do estupro’.

Segundo a militante Flavia Foresto, o movimento quer levar a discussão de forma ampla para a sociedade. “Queremos falar de questões relativas também as próprias políticas públicas, que não funcionam porque o sistema político e econômico em que vivemos, o machismo e a submissão das mulheres é fundamental”, explica Flavia. “Mulheres hoje, ocupam o postos mais precarizados do mercado de trabalho”, finaliza.

O protesto também tomou conta das galerias da Câmara Municipal, na sessão ordinária de ontem. O movimento tomou força após uma ocorrência de estupro na Virada Cultural em Marília, no último dia 24 de maio. Uma jovem de 23 anos foi encontrada jogada em um barranco após apanhar e ser violentada por três homens.

A vítima estava nos shows na Av. das Indústrias, no palco principal do evento, quando foi ao banheiro. Ela contou à polícia que, neste momento, três homens a agarraram e a levaram até um ponto mais longe da multidão, onde abusaram dela. Segundo informações depois do estupro ela foi agredida com chutes e jogada em um barranco. A polícia foi acionada por populares que viram a mulher desacordada.

Outro caso recente foi a morte de uma jovem de 22 anos, que levou seis facadas no peito, pelo próprio marido. O crime foi motivado por ciúmes. No plenário, a vereadora Sônia Tonin fez um discurso inflamado, em apoio ao movimento. “Não podemos aceitar mais essa situação, quanto mais teremos que brigar contra coisas inaceitáveis como essas?”, indagou a vereadora.

Segundo dados oficiais da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, só em Marília aconteceram 20 estupros até abril de 2014 (lembrando que não é somente quando há penetração que se é considerado estupro, abusos sexuais, molestar e outros tipos de assédios também entram na conta).

Os coletivos femininos planejam outro ato semana que vem. Para quem quiser entrar em contato e se interessar pelo assunto, a página no Facebook deles é: http://www.facebook.com/contraaculturadoestupro 

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