Marília

Marília registra redução na infestação de Aedes, mostra levantamento

Marília reduziu significativamente a infestação do mosquito transmissor da dengue, de 5,3% dos imóveis com larvas em abril – mês com pior resultado de 2019 – para 0,5% em agosto.

É o que mostra o índice predial do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) mais recente.

As informações deste mês acabaram de ser compiladas nesta sexta-feira (30), após visitas realizadas por agentes a 2.813 imóveis nas últimas semanas.

O resultado foi consultado pelo Marília Notícia diretamente no sistema de relatórios da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) e confirmado por fontes do poder público.

O Ministério da Saúde considera que índices inferiores a 1% indicam “condições satisfatórias” e de 1% a 3,9% se considera “situação de alerta”. Quando acima de 3,9%, a infestação representa “risco de surto de dengue”.

Em fevereiro o mesmo índice apontou “situação de alerta” para a presença de larvas nos imóveis verificados, com 2,6% positivos. Em maio o índice estava em 2,8%.

Em agosto a área da cidade com pior quadro para a infestação do Aedes foi a zona Sul, nas proximidades dos bairros Aniz Badra, Cesar Almeida, primeiro de maio, Jânio Quadros, JK. A região registrou índice predial de 0,9%.

Apesar do resultado positivo de agosto, os números do Liraa não podem ser analisados de forma isolada.

Outro fator que deve ser relacionado ao índice é a quantidade de pessoas com dengue na cidade – que em abril foi classificada como epidemia.

Matéria do MN publicada duas semanas atrás mostra que desde o começo do ano até aquele momento já eram 2,7 mil casos confirmados de dengue em Marília.

Desde 1º de janeiro a Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal da Saúde somava 6,8 mil notificações de dengue pelos serviços e clínicas de saúde, mas 2,8 mil suspeitas haviam sido descartadas.

A análise é de que, com a redução na infestação do mosquito, a epidemia tende a perder força.

Leonardo Moreno

Leonardo Moreno é jornalista e atualmente cursa Ciências Sociais. Vê o jornalismo de dados como uma importante ferramenta para contar histórias, analisar a sociedade e investigar o poder público e seus agentes.

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