Marília

Marília prevê todos os adultos com a 1ª dose da vacina até setembro

Profissional de saúde enche seringa com imunizante (Foto: Arquivo/Marília Notícia)

Até a primeira quinzena de setembro, ou seja, em pouco menos de 90 dias, Marília prevê ter aplicado pelo menos a primeira dose da vacina contra a Covid-19 em toda a população adulta. A estimativa leva em consideração a previsão de remessas enviadas pela Secretaria de Estado da Saúde.

Se o objetivo for alcançado, antes das festas de final de ano, todo mariliense com mais de 18 anos estará vacinado com as duas etapas. O tão sonhado “Natal da liberdade” projeta controle da doença pelo imunizante, redução das medidas restritivas e dos casos graves.

Plataforma Vacina Já, do Governo Paulista, apontou nesta quarta-feira (23) total de 141.959 vacinas aplicadas na cidade, sendo 104.267 em primeira dose e 37.692 em segunda.

A estimativa otimista se apoia em três fatores: a previsão de distribuição, a expertise da Secretaria Municipal da Saúde e a estratégia brasileira de padronizar um intervalo de 90 dias entre a aplicação de duas vacinas – a Oxford/AstraZeneca e a Pfizer/BioNTech, que começam a chegar em volume mais expressivo.

O secretário municipal da Saúde, Cassio Luís Pinto Júnior, afirma que o município pondera que essa previsão pode, até mesmo, ser adiantada ou sofrer atraso. “Vai depender da chegada das vacinas. Não dá para fazer exercício de futurologia”, diz.

INTERVALO

A supervisora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal da Saúde, Alessandra Arrigoni, afirma que o conhecimento já adquirido sobre a imunidade parcial da primeira dose fez com que, no Brasil, o intervalo seja diferente de outros países.

“A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) regulamentou as doses no Brasil com o intervalo de 90 dias. Com isso, temos um aprazamento maior, para aguardar a chegada do imunizante no país. Em outros lugares do mundo, a segunda aplicação é feita após 21 dias”, explica.

A chamada “imunidade parcial” na qual o Brasil se apoia ainda é objeto de estudos. Porém, trata-se de uma estratégia de saúde pública, que leva em consideração a coletividade e a necessidade de ações emergenciais. A ideia é equacionar, para evitar ainda mais a perda de vidas.

Além da regulamentação da Anvisa, a Secretaria Municipal da Saúde de Marília também conta com a capilaridade da rede da atenção básica. O município tem mais de 50 locais de atendimento (12 Unidades Básicas de Saúde – UBS e 40 Unidades Saúde da Família – USFs).

Com a ampla rede, Marília conseguiu referenciar as unidades específicas para atendimento a pessoas com sintomas – onde não são administradas vacinas – e os postos de vacinação, onde o trabalho é intenso, principalmente para aplicação da segunda dose nas pessoas atendidas nos mutirões.

PRAZOS

Em uma nota técnica divulgada aos profissionais de saúde, a Anvisa reiterou alerta para que as equipes de saúde se atentem para evitar erros de aplicação, ou seja, trocar na segunda dose o produto que foi utilizado na primeira. Não há casos oficiais notificados em Marília.

No mesmo documento, a Agência trata dos prazos e resume as especificações dos quatro imunizantes agora em uso no país.

CORONAVAC/BUTANTAN

A dose tem 0,5 mL. O frasco-ampola deve ser agitado antes do uso e não é feita diluição. O esquema é de duas doses iguais, com intervalo entre duas e quatro semanas.

ASTRAZENECA/FIOCRUZ

Cada dose tem 0,5 mL. O frasco-ampola não deve ser agitado e não é feita diluição. O esquema é de duas doses iguais, com intervalo entre quatro e doze semanas.

JANSSEN/CILAG

Cada dose tem 0,5 mL. O frasco do imunizante não precisa ser agitado e não pode ser diluído. A aplicação é em dose única.

PFIZER/BIONTECH

O volume é menor: 0,3 mL por dose. A vacina descongelada é diluída no frasco original com 1,8 mL de solução injetável de cloreto de sódio. Cada frasco gera seis doses. A vacina exige duas doses iguais, em intervalo maior ou igual a três semanas.

Carlos Rodrigues

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