Marília

Marília precisa de mais 100 antenas para cobertura ideal

A necessidade do trabalho e do ensino remoto, além da expectativa de conectividade no campo, para aproveitamento de todos os recursos que a tecnologia pode oferecer, vão exigir investimentos das empresas de telecomunicações. Para ampliar a cobertura, Marília terá que aumentar em pelo menos 100 o número atual de antenas.

Conforme dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a cidade tem atualmente apenas 59% de seu território – de 1.170,250 quilômetros quadrados – cobertos por sinal de telefonia móvel da tecnologia 4G.

Se somadas as outras gerações (3G e 2G), esse índice chega a 66,68%. Apesar disso, a agência garante que 99,53% dos moradores – em 68.716 domicílios – estão cobertos pelo sinal das Estações Rádio Base (ERBs).

Cada estação – que a população enxerga basicamente como antena – é equipada para fazer a conexão entre os telefones celulares dos clientes e as companhias telefônicas, que atualmente trabalham, principalmente, com serviços de dados.

Em Marília, estão cadastradas atualmente pela Anatel 134 antenas, sob operação das operadoras Claro, Oi, Vivo (Telefônica) e Tim.

Conforme os parâmetros divulgados pela Federação Nacional de Instalação e Manutenção de
Infraestrutura de Redes de Telecomunicações e Informática (Feninfra), pela população de 240 mil habitantes (dados do IBGE), a cidade deveria ter pelo menos 230 antenas. São 96 a mais que o quantitativo atual.

VEZES SETE

A presidente da Feninfra, Vivien Suruagy, explica que o Brasil tem hoje aproximadamente 100 mil antenas e demandará investimentos, para que as cidades possam receber a tecnologia 5G, que promete revolucionar as comunicações e acelerar a “internet das coisas”.

Para isso, no entanto, é necessário no mínimo 700 mil antenas em território nacional; sete vezes o volume atual.

“Os segmentos de telecomunicações permeiam por esferas públicas e particulares. Precisamos fazer com que o 5G aconteça o mais rápido possível, trazendo realidade aumentada, integrando transportes, tráfego, conectando equipamentos, as forças de segurança, bombeiros, ambulâncias e, principalmente, a educação. As possibilidades são enormes”, diz, em entrevista a um jornal da região.

Vivien alerta para o perigo da desinformação. “Um medo muito comum entre as pessoas é de que mais antenas poderiam ocasionar radiação e, consequentemente, câncer. Já foi totalmente comprovado que isso não acontece”, salienta a presidente da Feninfra.

Para a ampliação, as cidades precisam estar adequadas, inclusive, em relação à legislação. Em Marília, o tema foi regulamentado em lei de 2006 – há 15 anos.

A legislação que dispõe sobre a instalação de antenas transmissoras de rádio, televisão, telefonia celular, telecomunicações em geral e outras antenas transmissoras de radiação eletromagnética no município é de autoria do ex-vereador Valter Cavina.

A lei permite que antenas sejam instaladas em edifícios, nas zonas residenciais de altas concentrações demográficas e estabelece os parâmetros de radiação eletromagnética.

Carlos Rodrigues

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