Desde 2018 sem receber doses da vacina antirrábica, Marília pode ficar sem a campanha municipal de imunização contra a raiva em cães e gatos por mais um ano consecutivo.
Em nota encaminhada ao Marília Notícia, a Prefeitura informa que “o Ministério da Saúde não disponibiliza vacinas para campanha antirrábica desde 2018. Não temos previsão se voltaremos a ter campanha”, afirma.
Além da ação pública, a falta de insumos também tem causado atrasos na vacinação contra a raiva em clínicas particulares.
A dificuldade em adquirir as doses tem sido tanta que obrigou o Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo (CRMV-SP) a se manifestar. De acordo com a entidade representativa, diversos consultórios de algumas regiões do Estado estão sem fornecer a vacina.
Pela maior parte ser importada, as doses estão em falta desde o começo de janeiro, o que tem ocasionado atraso na conclusão do calendário vacinal dos animais.
“Alguns falam que é dificuldade de aduana, alguns relatam que é atraso dos Estados Unidos e Europa em mandar os produtos importados. Pode ser uma questão comercial de governos, alguns falam de demora de liberação no porto de Santos também. Mas a gente tem agora uma dificuldade de adquirir a vacina nacional da raiva também, e sem nenhuma justificativa ainda. Mandamos nota para os laboratórios nacionais, mas ainda não obtivemos resposta”, justifica o representante do CRMV-SP, Marcio Mota.
O maior problema é que, por se tratar de uma zoonose, a raiva é considerada questão de saúde pública, haja vista que a doença pode ser transmitida para seres humanos e a imunização do animal deve ser feita todo ano.
CIRURGIAS
Além da falta da vacina, o Estado também enfrenta a escassez de insumos para a realização de cirurgias animais. Isso porque houve um aumento na demanda por medicamentos anestésicos, para o tratamento de pacientes com Covid-19.
Segundo o médico veterinário Fábio Manhoso, coordenador do curso de Medicina Veterinária da Universidade de Marília (Unimar), a dificuldade em adquirir alguns medicamentos anestésicos, como Propofol e Tiopental, é geral. “Não é que nós estamos sendo obrigados a não fazer a cirurgias. Aqui, no hospital, nós estamos adequadando as técnicas anestésicas. Não consegui comprar Propofol, Tiopental. Tenho os últimos frascos de Propofol e estamos levando desse jeito. Mas não paramos os procedimentos”, finaliza.
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