Marília

Marília perde Nanci Gimenez, fundadora e voluntária do Gacch

Nanci Gimenez (direita) e familiares (Foto: Facebook/Reprodução)

A fundadora e voluntária do Grupo de Apoio as Crianças com Câncer e Hemopatias (Gacch), Nanci Gimenez Brabos, de 71 anos, morreu nesta segunda-feira (7). Seu corpo foi sepultado durante a tarde no Cemitério da Saudade.

Ela lutava contra um câncer e deixa o marido Douglas, três filhos, quatro netos, dois bisnetos e um grande legado de ajuda para incontáveis pacientes que sofreram com a mesma doença.

O filho mais velho de Nanci, o gerente comercial Alessandro Brabos, 51 anos, afirma que o altruísmo da mãe sempre apareceu como algo natural para os familiares.

“Sempre preocupada com os outros. Me lembro desde pequeno ela levando gente que precisava de alguma coisa para dentro de casa, acolhendo”, comenta. “Desde alimentação, até um banho ou leito”.

Seja em Adamantina ou São Paulo, cidades onde a família também viveu, Nanci também se engajava em atividades solidárias. “Em São Paulo recebíamos muita gente que saía do interior para passar por atendimento médico. Ficavam em casa 15 dias, um mês”.

Alessandro comenta que o Gacch nasceu quando a mãe presidia o Lions e recebeu pedido de apoio para pacientes que estavam em tratamento na Santa Casa de Misericórdia de Marília.

“Não tinha hora. Ela saía de madrugada se fosse preciso, para levar uma roupa, um medicamento, qualquer coisa que alguém estivesse precisando”, conta o filho.

Amiga de Nanci há 16 anos, Vera Germano, a “Verinha” do Gacch, diz que tudo que aprendeu na entidade, foi com Nanci.

“Foi uma pessoa incrível, fundamental para a construção de tudo o que o Gacch representa. Vamos continuar seu legado”, afirmou Verinha em entrevista ao Marília Notícia.

“Meus sentimentos. Ela foi uma pessoa muito especial para todos que conviveram com ela. Vai deixar muita saudades”, disse outra amiga nas redes sociais.

Fundado em 2003, o Gacch atende cerca de 170 crianças e suas famílias com alimentação e cestas básicas, oficinas, cursos, atenção psicossocial e outras atividades.

Leonardo Moreno

Leonardo Moreno é jornalista e atualmente cursa Ciências Sociais. Vê o jornalismo de dados como uma importante ferramenta para contar histórias, analisar a sociedade e investigar o poder público e seus agentes.

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