Marília enfrentou um significativo revés ao ser inabilitada para receber um dinheiro extra do Governo Federal na área da educação básica em 2025. No ano passado, o município havia recebido R$ 4,3 milhões, que não entrará neste ano nos cofres municipais.
O município foi desclassificado, no final do ano passado, para obtenção de recursos adicionais por não ter alcançado metas estipuladas pelo Ministério da Educação (MEC), que visam aprimorar a aprendizagem, reduzir desigualdades e bater indicadores de atendimento.
O dinheiro viria de uma complementação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). O repasse, que tem o nome de Valor Aluno Ano Resultado (Vaar), é uma espécie de prêmio do MEC aos municípios que apresentam bons índices educacionais.
No ano passado, Marília contou com R$ 146.138.150,12 provenientes da contribuição de estados e municípios ao Fundeb. Além disso, o município recebeu um valor extra de R$ 4.311.826,95, totalizando R$ 150.449.977,07 em recursos.
Em 2025, o valor do Fundeb foi reajustado, alcançando R$ 151.975.856,05. No entanto, o recurso extra do VAAR, que poderia acrescentar pelo menos R$ 4,3 milhões aos recursos da Educação Municipal, não foi incluído.
A informação sobre a inabilitação de Marília ao recebimento da complementação do Vaar consta no site do Governo Federal.
“É uma pena que a Educação de Marília, que era tão boa e sempre premiada, tenha sido deixada de lado pela administração passada. Lamentamos que isso tenha acontecido, mas vamos trabalhar para recuperá-la”, afirmou o novo prefeito Vinicius Camarinha (PSDB).
Na região, a vizinha cidade de Garça, que ficou sem o recurso em 2024, melhorou sua Educação no ano passado e receberá R$ 2.211.622,36 do Vaar em 2025. Junto com os R$ 29.791.527,22 do Fundeb, terá direito a receber R$ 32.003.149,58. No ano passado, Garça recebeu apenas o valor do Fundeb, totalizando R$ 28.415.293,36.
A composição dos recursos financeiros do Fundeb tem como base a arrecadação de impostos de estados e munícipios, além da complementação da União. Esses recursos são destinados para as cidades de acordo com o número de alunos matriculados nas escolas públicas, devendo ser aplicados exclusivamente na educação básica.
A Lei nº 14.113/2020, que regulamenta o Fundeb, estabelece cinco condições obrigatórias para que as redes de ensino recebam a complementação Vaar (Valor Aluno Ano Resultado). Esse indicador avalia a qualidade do ensino público, considerando o desempenho no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) e o número de matrículas em cada escola.
A complementação da União tem como objetivo melhorar o aprendizado e reduzir desigualdades nas redes públicas de ensino.
Para acessar essa parcela complementar, os municípios devem cumprir cinco requisitos:
Essas exigências visam promover um ensino mais inclusivo e de qualidade, além de fortalecer a gestão e a integração entre as redes de ensino públicas.
Campanha foi organizada pela empresária Márcia Tédde após identificar necessidade da instituição.
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