Marília

Marília fecha 1º semestre de 2022 com alta nas exportações

Exportações em Marília cresceram no primeiro semestre de 2022 (Foto: Divulgação)

Marília fechou o primeiro semestre de 2022 com aumento nas exportações, que bateram US$ 21,56 milhões (R$ 116,63 milhões). Houve ainda redução de 21,5% nas importações e um superávit de US$ 6,85 milhões (R$ 37 milhões) no saldo da balança comercial. Com o resultado, a cidade atingiu a 167ª posição no ranking de vendas para o exterior no Estado de São Paulo, com 17% do total sendo enviado para os Estados Unidos.

De acordo com os dados divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, entre os meses de janeiro e junho deste ano, a cidade conseguiu uma variação positiva de 3,6% nas exportações, totalizando US$ 21.563.814,00. No mesmo período do ano passado, a cidade havia exportado US$ 20.815.784,00 (R$ 112,58 milhões), com US$ 740 mil a menos.

Em janeiro deste ano, Marília exportou US$ 2,88 milhões (R$ 15,58 milhões), contra US$ 2,21 milhões (R$ 11,95 milhões) no mesmo período de 2021, com aumento de 30%. A porcentagem de aumento foi ainda maior em fevereiro, na casa dos 84,7%. Foram exportados US$ 3,73 milhões (R$ 20,17 milhões) em 2022 contra US$ 2,02 milhões (R$ 10,92) no ano anterior.

O mês de março, fechando o primeiro trimestre deste ano, apresentou redução no percentual que até então indicava crescimento. Marília exportou US$ 3,64 milhões (R$ 16,69 milhões, contra US$ 2,65 mi (R$ 14,33 milhões) no mesmo período do ano passado e aumento nas exportações de 37,7%.

Abril e maio ainda tiveram aumento nas exportações, mas seguindo uma tendência de queda. No quarto mês de 2022, Marília exportou US$ 2,72 milhões (R$ 14,71 mi), contra US$ 2,47 milhões (R$ 13,36 mi) e uma diferença de 10,2%. Mesmo com o aumento no valor total das exportações, que totalizaram US$ 4,33 milhões (R$ 23,42 mi) em maio, a porcentagem de aumento na comparação com o período anterior foi de apenas 2,4%, já que em maio de 2021 foram exportados US$ 4,23 milhões (R$ 22,88 mi).

A tendência de queda teve o ápice no mês de junho, com queda de 41,4% nas exportações. Enquanto foram vendidos produtos avaliados em US$ 4,23 milhões (R$ 22,88 mi) em 2022, no ano passado, Marília tinha registrado o seu melhor resultado, com US$ 7,21 milhões (R$ 39 mi).

Em 2022 foram importados US$ 14,71 milhões (R$ 79,59 mi) variação negativa de 21,5% na comparação com o primeiro semestre do ano passado. Com isso, o superávit da balança comercial mariliense ficou em US$ 6,85 milhões (R$ 37 mi).

Entre os produtos importados, 32% foram peixes frescos. Outros 19% foram importações de frutas e 9% de filés de peixe.

De acordo com o economista Benedito Goffredo, o superávit de exportações registrado em Marília não afeta diretamente o município, mas é um bom resultado para o país. O aumento ocorre quando o número de exportações é maior do que as importações, com o saldo positivo da balança comercial, ou seja, existe mais entrada de dinheiro do que saída.

“Embora a exportação tenha cotação em dólar, a moeda que o empresário recebe aqui é o real. Assim como quem importou o produto, paga na moeda dele. Os dois bancos centrais vão fazer a compensação desses valores. Se o Brasil tá exportando mais do que importando, essas reservas em dólares vão ficar no caixa do Banco Central aqui do país. O Brasil fica mais protegido de crises internacionais, conforme melhor ter o seu caixa dolarizado. É muito importante exportar mais do que importar”, afirma o economista.

Os principais destinos foram Estados Unidos, com 17% das exportações; Uruguai, com 7%; África do Sul, com 6,9%; Paraguai, com 6,3%; Colômbia, com 6,2%; Canadá, com 5,9%; China, com 5,6%; e Argentina, com 5,1%.

Do total de exportações, 35% foram produtos de confeitaria sem cacau (incluindo o chocolate branco), 14% para amendoins, 13% produtos da indústria de bolachas e biscoitos, além de 8,5% para chocolates e outras preparações alimentícias contendo cacau.

A economista Marisa Rossignoli conta que os dados significam que Marília possui empresas com perfil exportador e não só de consumo. A especialista também explica que as informações precisam de muita atenção, pois podem ser influenciadas pela melhora do desempenho ou mesmo piora de apenas uma empresa.

“É o caso das importações no município. O maior número, 32% do total, foi de peixes frescos. Isso não significa que o consumo é muito grande em Marília. Pode existir uma grande empresa, que faz a importação e posteriormente faz a distribuição para outras cidades e estados”, conclui a economista.

Alcyr Netto

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