Marília

Marília deixa de jogar 1,3 milhão de litros de esgoto por hora nos rios

Esgoto ‘in natura’ antes era regra; agora é exceção (Foto: Leonardo Moreno/Marília Notícia/Arquivo)

Com a entrada em funcionamento das Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs), Marília deixou de despejar, por hora, cerca de 1,3 milhão de litros de dejetos sem qualquer tratamento nos mananciais do município.

A quantidade é suficiente para encher mais de 13 piscinas olímpicas a cada 24 horas, segundo o Painel Saneamento Brasil, produzido pelo Instituto Trata Brasil, com base em informações públicas.

Em 2018 – ano com dados disponibilizados mais recentes – Marília coletou 12,1 bilhão de litros de esgoto produzidos por seus habitantes, o equivalente a 33,1 milhões de litros por dia, 1,3 milhão de litros por hora.

Até a construção das ETEs do Pombo, Barbosa e Palmital, o volume ia ‘in natura’ para os leitos d’água – o que gera uma série de impactos ambientais e sociais.

Com a inauguração das estações, os dejetos coletados já passam a receber tratamento. No entanto, a cidade ainda tem áreas sem coleta de esgoto, o que permanece como um desafio a ser superado.

Também não são raros os pontos de vazamento, que acabam indo direto para os córregos – como o Marília Notícia já mostrou em mais de uma ocasião.

ETEs foram construídas pela Replan e inauguradas pela atual gestão (Foto: Divulgação)

Mesmo assim, o meio ambiente e a população têm muito a comemorar, já que, em poucos anos Marília, finalmente deixou para trás uma condição medieval de lidar com o saneamento básico.

A última das três ETEs – a do Palmital – foi inaugurada em dezembro de 2020, há quatro meses.

Quando Daniel Alonso (PSDB) assumiu a Prefeitura, em 2017, o esgoto produzido em Marília era 100% lançado “in natura” nos mananciais.

Com a conclusão das duas primeiras ETEs, cerca de 70% passou a ser tratado. Agora a totalidade dos dejetos é processada com a entrega da Estação da Bacia do Palmital.

Ao todo, o sistema tem capacidade para tratar 1.112 litros por segundo. Isso é praticamente três vezes mais do que a produção de esgoto na cidade em 2018.

Leonardo Moreno

Leonardo Moreno é jornalista e atualmente cursa Ciências Sociais. Vê o jornalismo de dados como uma importante ferramenta para contar histórias, analisar a sociedade e investigar o poder público e seus agentes.

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