Marília

Marília conta com iniciativa contra pobreza menstrual

Coletivo Girl Up está por trás de iniciativa em Marília (Foto: Divulgação)

Houve muita repercussão após o recente veto do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) à distribuição de absorventes para estudantes e mulheres em situação de vulnerabilidade social. Em Marília, é possível colaborar com uma iniciativa relacionada ao tema.

Na cidade, o coletivo de mulheres adolescentes e jovens – a maioria entre 15 e 21 anos – chamado Girl Up, lançou uma campanha de arrecadação de absorventes em junho deste ano, com o posterior apoio da Secretaria Municipal de Direitos Humanos.

Para apoiar a campanha “Livre para Menstruar” é possível contribuir com doações financeiras pela chave pix do coletivo: c02a996b-7107-4414-904b-6e7c3f1543.

Doações de absorventes, a serem destinados às mulheres que sofrem com a ‘pobreza menstrual’, podem ser entregues na rua Olavo Bilac, número 369, no bairro São Miguel. O telefone é o (14) 3402-4411.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), que trabalha pela garantia dos direitos de cada criança e adolescente, apresentou em maio deste ano o relatório “A Pobreza Menstrual Vivenciada Pelas Meninas Brasileiras”, que traz um grave diagnóstico sobre o assunto.

Mais de 710 mil meninas brasileiras vivem sem acesso a banheiro ou chuveiro em seu domicílio e mais de quatro milhões não têm acesso a itens mínimos de cuidados menstruais nas escolas.

A pobreza menstrual é caracterizada pela falta de acesso a recursos, infraestrutura e até falta de conhecimento por parte de pessoas que menstruam para cuidados envolvendo a própria menstruação, afetando milhares de brasileiras que vivem em condições de pobreza e situação de vulnerabilidade em contextos urbanos e rurais, por vezes sem acesso a serviços de saneamento básico, recursos para higiene e conhecimento mínimo do corpo, caracterizando uma violação de direitos humanos, segundo a Unicef.

Meninas e mulheres fazem uso de soluções improvisadas para conter o sangramento menstrual com pedaços de pano usados, roupas velhas, jornal e até miolo de pão.

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Leonardo Moreno

Leonardo Moreno é jornalista e atualmente cursa Ciências Sociais. Vê o jornalismo de dados como uma importante ferramenta para contar histórias, analisar a sociedade e investigar o poder público e seus agentes.

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