Marília

Marília confirma nova morte por febre maculosa em menino de três anos

Equipe fazendo vistoria para impedir avanço da febre maculosa em Marília (Foto: Arquivo/MN)

A Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal da Saúde de Marília confirmou mais uma morte por febre maculosa na cidade. Agora são três casos positivos, sendo dois óbitos.

O resultado da análise laboratorial do Instituto Adolfo Lutz confirmou a presença da bactéria causadora da doença em um terceiro paciente do distrito de Avencas, em Marília. Trata-se de um menino de três anos de idade, que apresentou sintomas e teve a morte registrada como suspeita no começo de outubro.

O menino faz parte de uma mesma família em que três parentes apresentaram sintomas semelhantes ao da febre maculosa, sendo que dois deles faleceram – mãe e filho – e um passa bem.

O Instituto Adolfo Lutz já havia entregado o resultado da investigação da mãe do menino, negando a presença de antígenos da doença. Entretanto, com a confirmação no filho, um novo exame será realizado. O resultado do terceiro familiar ainda não foi divulgado.

CONFIRMAÇÕES

O primeiro caso confirmado da doença foi de um homem, que visitou a zona rural de Avencas em junho deste ano e se recuperou bem. O segundo caso confirmado foi de um agricultor local, que trabalhava na colheita de laranja em Avencas, e acabou indo a óbito. Há outro caso suspeito envolvendo um agricultor, mas ainda em investigação.

Após quase dois meses de força-tarefa no distrito, toda a população urbana e rural foi visitada e orientada sobre o perigo. Os animais domésticos também foram analisados e a unidade de saúde local se tornou um ponto de referência e apoio da população.

O foco dos carrapatos estrela (transmissor da doença), contaminados com a bactéria causadora da febre (do gênero Rickettsia), estão nas margens dos córregos da vizinhança, como da Prata ou do Pombo.

De acordo com a supervisora da Vigilância Epidemiológica de Marília, Alessandra Arrigoni, a força-tarefa montada com apoio da Vigilância Epidemiológica e Vigilância Ambiental do Município envolveu também órgãos estaduais como o Instituto Pasteur e núcleo regional do CCD (antiga Sucen). O alerta é para que a população evite esses locais.

“Aqueles que por ventura ou necessidade precisarem frequentar esses locais e apresentarem sintomas como febre, dor no corpo, manchas e histórico de picada de carrapato devem procurar imediatamente uma unidade de saúde para o uso precoce de antibiótico. A febre maculosa brasileira tem cura desde que o tratamento com antibióticos seja introduzido nos primeiros dias”, explica Alessandra.

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Alcyr Netto

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