Marília

Marília confirma mais uma morte por tuberculose

Alessandra Arrigoni é responsável pela Vigilância Epidemiológica de Marília (Foto: Divulgação)

A Prefeitura de Marília confirmou mais uma morte por tuberculose na cidade, chegando ao total de seis registros no ano. A confirmação laboratorial dos exames de um óbito suspeito constatado em 27 de julho chegou na última quarta-feira (20), mas foi divulgada na manhã desta sexta-feira (22).

Trata-se de um paciente do sexo masculino, de 71 anos, portador de doença respiratória crônica e imunossupressão, que iniciou tratamento com internação no dia 6 de abril e faleceu no leito do hospital.

Segundo informações da Administração Municipal, em 2022, Marília teve 76 casos de tuberculose, com nove mortes como causa direta e outros quatro pacientes com óbitos por outras complicações após o diagnóstico.

Diante disso, a Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal da Saúde intensifica a orientação nas 52 unidades da rede de atenção primária para divulgar os sintomas e alertar a população sobre o real perigo de morte que a tuberculose tratada tardiamente provoca. A doença tem cura, mas o diagnótico precoce é fundamental para o tratamento eficaz.

A DOENÇA

De acordo com o informativo publicado pela Prefeitura, a tuberculose é uma doença grave que tem cura quando há busca por atendimento ainda no início dos sintomas. O tratamento é gratuito e oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “Para entender os óbitos é necessário entender a complexidade destes pacientes, infelizmente muitos não buscam atendimento e são diagnosticados em nível hospitalar, já na fase agravada, quando já é difícil conseguir a cura”, declarou a responsável pela Vigilância Epidemiológica, Alessandra Arrigoni.

Segundo a profissional, todas as unidades de saúde já fazem busca ativa, ou seja, estão atentas aos sintomas característicos da tuberculose em todos os pacientes, independente se já sabem que estão com a doença ou não. Arrigoni também pontua a necessidade de atuação da população para identificar os casos suspeitos entre amigos e familiares. “Principalmente aqueles que apresentam alto grau de vulnerabilidade, como dependência química ou outras doenças infecto contagiosas. Aquele que apresentar qualquer sintoma, como tosse por mais de três semanas, perda de peso, suor noturno ou febre noturna deve procurar a unidade de saúde mais próxima”, explicou.

As unidades estão preparadas para atender casos suspeitos e oferecer o exame de baciloscopia, que pode identificar se o paciente está ou não com tuberculose. De acordo com o Ministério da Saúde, apesar de ser uma enfermidade antiga, a tuberculose continua sendo um importante problema de saúde pública. No mundo, a cada ano, cerca de 10 milhões de pessoas adoecem por tuberculose. A doença é responsável por mais de um milhão de óbitos anuais. No Brasil, são notificados 70 mil casos novos e ocorrem 4,5 mil mortes em decorrência da doença.

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