Pesquisa é coordenada pelo sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz
Marília aparece em 148º lugar no ranking de mortes por arma de fogo entre 3.383 municípios brasileiros com mais de 10 mil habitantes, segundo o Mapa da Violência divulgado nesta semana.
O índice mariliense é de 4,6 mortes a cada 100 mil habitantes com base nos dados verificados entre 2012 e 2014.
No período, o município registrou 8 mortes no primeiro ano analisado, subiu para 15 casos em 2013 e novamente 8 mortes no ano final.
A pesquisa, que considera uma população média de 226.206 habitantes para Marília entre as datas, é coordenada pelo sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz.
Ele indica a retirada de armas das ruas como a saída para a redução desse tipo de homicídio.
Em relação a São José do Rio Preto, por exemplo, o especialista disse à imprensa local que o motivo da queda de 7,5 para 5,7 mortes para cada cem mil habitantes entre 203 e 2014 seria: “Com certeza, foram executadas em Rio Preto ações que deram certo para retirar as armas das mãos das pessoas”.
OUTRAS CIDADES
Bauru, segundo a pesquisa, no período analisada teve uma média de 4,9 por arma de fogo a cada 100 mil habitantes; Lins, 3,6; Assis, 4,7; Ourinhos, 1,2; Garça, 0,8; Tupã, 0,5; Pompéia, aparece com nenhum caso.
Dois terços das cidades brasileiras com os maiores índices ficam na região Nordeste.
BRASIL
Em 1980, a taxa de mortalidade por armas de fogo era de 7,3 por 100 mil em todo o Brasil; em 2003 (ano imediatamente anterior à entrada em vigor do Estatuto do Desarmamento), era de 22,2 por 100 mil, praticamente idêntica à de 2014, de 22,4 por 100 mil, segundo a pesquisa.
Waiselfisz chama a atenção para as 44.861 mortes em todo o Brasil, no ano de 2014. Elas representam 123 vítimas de arma de fogo a cada dia do ano, cinco óbitos a cada hora.
“Número bem maior do que temos notícia de grandes chacinas e cruentos atentados pelo mundo, como os acontecidos na Palestina, ou no Iraque, ou na Bélgica em março do corrente ano, quando morrem, nos atentados, 31 vítimas”, analisa.
Ainda pior, diz ele: “Praticamente, temos, a cada dia, o equivalente aos massacres de Paris de novembro de 2015, quando morrem 137 pessoas, incluindo sete dos agressores”.
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