Marília

Protesto em Marília pede intervenção militar no país

Ato terminou em frente ao Tiro de Guerra (Foto: Divulgação)

Uma manifestação realizada em Marília, na tarde deste domingo (19), pediu a intervenção militar no país, com a manutenção do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no poder.

O ato, que também aconteceu em outras cidades brasileiras, reivindicou ainda a retomada do comércio e de serviços não essenciais, e atacou instituições como o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF).

Protesto com o mesmo mote ocorreu inclusive em Brasília (DF) com participação do presidente em frente ao Quartel-General do Exército.

(Foto: Divulgação)

Por aqui, foram alvo de críticas personificadas o próprio prefeito Daniel Alonso (PSDB) e figuras como o governador João Doria (PSDB) e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM).

As imagens feitas pelos próprios manifestantes mostram dezenas de pessoas aglomeradas com um baixo percentual de uso das máscaras, situações que desrespeitam os decretos de distanciamento social.

Contrariando as recomendações, houve aproximação entre crianças e idosos.

(Foto: Divulgação)

Como foi

A concentração do grupo, marcada para 15h, aconteceu na avenida das Indústrias, em frente ao Poupa Tempo, na região central de Marília. Em seguida houve uma carreta pela cidade até o Tiro de Guerra, localizado no Palmital, zona Norte.

Os participantes vestiam camisetas da Seleção Brasileira de futebol e outras roupas com cores verde e amarela, bem como empunhavam bandeiras do país. Houve a execução do Hino Nacional com caixas de som.

Entre os cartazes constavam mensagens pedindo a reedição do Ato Institucional número cinco (AI-5), que em 1968 endureceu a ditadura militar então em vigência, inclusive com o fechamento do Congresso Nacional.

“Daniel covarde” e “prefeitinho sem noção” foram alguns dos gritos entoados contra o chefe do Executivo de Marília, por conta do fechamento físico do comércio local.

“Estamos aqui na frente do Tiro de Guerra de Marília com o povo mariliense pedindo a intervenção da Forças Armadas, fora Doria, fora Maia, fora STF. Deixa o nosso capitão governar, é isso que estamos pedindo”, disse um dos manifestantes.

Outros atos

Em Marília já ocorreram ao menos outras duas carreatas com buzinaço em frente ao paço municipal pela retomada da atividade econômica. A diferença foi que nelas não havia o pedido de intervenção militar no país.

Ao menos a primeira, que contou com mais participantes, acabou com a abertura de um inquérito pela Polícia Civil para investigar os responsáveis pela aglomeração por suposta contrariedade ao que determinam os governos municipal e do Estado.

(Foto: Divulgação)

(Foto: Divulgação)

(Foto: Divulgação)

Leonardo Moreno

Leonardo Moreno é jornalista e atualmente cursa Ciências Sociais. Vê o jornalismo de dados como uma importante ferramenta para contar histórias, analisar a sociedade e investigar o poder público e seus agentes.

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