Uma mancha escura na Praia das Astúrias, no Guarujá, litoral paulista, atraiu a atenção de banhistas na segunda-feira, 15. A coloração diferente também atingiu parte da faixa de areia. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semam) afirma se tratar de um fenômeno provocado por algum desequilíbrio ecológico – como alteração na salinidade, mudança térmica da água ou excesso de sais minerais -, que causa a proliferação acelerada de algas marinhas.
“Normalmente fenômenos do tipo ocorrem em dias de muito calor ou após fortes ressacas, como a que atingiu o litoral nos últimos dias”, disse a prefeitura, em nota.
Na semana passada, um ciclone extratropical se formou entre a noite de terça-feira, 9, e a madrugada de quarta-feira, 10, provocando quedas nas temperaturas, chuvas fortes e rajadas de ventos de até 100 km/h nos Estados do Sudeste e do Sul do País.
O mar ‘sumiu’?
A passagem da frente fria de forte intensidade pela costa brasileira também potencializou o recuo das águas em um trecho do litoral paulista, principalmente perto da Ponte Pênsil, que divide São Vicente e Praia Grande, no último fim de semana.
Segundo a meteorologista da Climatempo Fabiene Casamento, esse recuo do mar se deve à posição de uma área de alta pressão atmosférica no Oceano Atlântico, próximo à costa de São Paulo, e foi potencializado pelo ciclone.
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