Carro usado pelo frei Gustavo em atropelamento em Santa Cruz do Rio Pardo (Foto: Divulgação)
A mãe do homem que morreu depois de ser atropelado por um padre pediu na Justiça indenização por danos morais e materiais de mais de R$ 1 milhão. O caso aconteceu em 7 de maio de 2022, quando Ângelo Marcos dos Santos Nogueira fugia por supostamente ter furtado a casa paroquial de Santa Cruz do Rio Pardo (distante 120 quilômetros de Marília).
A ação foi ajuizada na 3ª Vara Cível de Santa Cruz do Rio Pardo. A autora Benedita Ângela dos Santos Nogueira pede R$ 1.052.973,69.
A solicitação cobra o valor do padre Gustavo Trindade dos Santos e da Diocese de Ourinhos, responsável pela paróquia onde o frei atuava na época do atropelamento.
A Justiça concedeu à mãe de Ângelo a gratuidade judiciária e estipula prazo de 15 dias para a defesa.
“Concedo à autora a gratuidade judiciária. Trata-se de ação de indenização por danos morais e materiais. Citem-se os demandados, por carta postal, para apresentarem defesa, no prazo de 15 dias úteis, sob pena de serem considerados verdadeiros os fatos descritos na inicial, arcando os réus com o ônus da revelia, nos termos dos artigos 335 e 344 do Código de Processo Civil”, diz o texto.
Na última sexta-feira (27), a Justiça realizou a primeira audiência de instrução, debates e julgamento do caso. A audiência ocorreu por videoconferência.
O frei responde em liberdade pelo crime de homicídio qualificado. Ângelo morreu em 27 de julho por complicações do atropelamento.
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