Temer disse ainda acreditar que as eleições vão ocorrer dentro da normalidade e mesmo que haja “evidentemente” um “momento político eleitoral mais convulsionado”, para o presidente, as instituições estão funcionando. “No caso do Lula, o que vai acontecer com ele eu não sei, porque é uma questão judicial, e se soubesse não falaria”, destacou.
Ao ser questionado sobre a divisão no quadro eleitoral, com a polarização entre Lula e Jair Bolsonaro, e também com diversos pré-candidatos do centro, Temer afirmou que “o ideal dos ideais seria ter dois candidatos”, o que significaria poucos partidos. “Essa coisa de espalhar um número grande de candidaturas não é bom”, afirmou.
Temer argumentou que uma candidatura à Presidência tem que vir acompanhada de um programa de governo e citou que quando assumiu a Presidência já havia apresentado à antecessora Dilma Rousseff a proposta da Ponte para o Futuro.
“Eu cheguei ao poder logo depois de produzir, pelo PMDB, um documento chamado Ponte para o Futuro, eu era vice e era uma colaboração ao governo vigente. Não sei por que o governo achou que aquilo era um gesto de oposição. Aconteceu o que aconteceu e eu cheguei ao poder (…) e o que estou fazendo é a aplicação de um programa de governo”, disse Temer, ressaltando que foi “eleito como vice” e que “pela primeira vez alguém executou um programa de governo”.
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