O problema do lixo espalhado em calçadas e vias públicas de Marília, especialmente em frente ou nas proximidades de estabelecimentos comerciais, levou a Prefeitura a intensificar as ações de fiscalização e orientação ao setor empresarial.
Em resposta a um requerimento apresentado na Câmara Municipal, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Serviços Públicos informou ter expedido 492 notificações a empresas somente neste ano para exigir o acondicionamento adequado dos resíduos destinados à coleta.
A situação tem sido observada em diversos pontos da cidade e contrasta com os esforços da administração municipal para manter a limpeza urbana. Com frequência, sacos de lixo rasgados, resíduos espalhados pelas calçadas e materiais descartados fora dos recipientes adequados geram reclamações de moradores e comerciantes, além de aumentar a demanda pelos serviços de limpeza pública.
Lixo espalhado
Segundo a Secretaria de Meio Ambiente e Serviços Públicos, parte do problema ocorre após o descarte dos resíduos. Em resposta encaminhada ao Legislativo, a pasta afirmou que o espalhamento do lixo estaria relacionado à ação de pessoas em situação de rua e catadores de materiais recicláveis, que abrem os sacos em busca de itens com valor comercial e acabam deixando os resíduos espalhados.
“Informo que o problema ocorre devido à ação dos andarilhos e catadores de recicláveis que mexem no saco de lixo e descartam em qualquer lugar. A fiscalização realiza um trabalho diário no atendimento das reclamações dos munícipes com o objetivo de orientação e fiscalização das empresas infratoras”, informou a secretaria.
O esclarecimento foi prestado após questionamento do vereador Marcos Custódio (PSDB), que solicitou informações sobre a viabilidade de ampliar a fiscalização junto a supermercados, padarias, hortifrútis, restaurantes, pizzarias, açougues e outros estabelecimentos geradores de resíduos orgânicos.
No requerimento, o parlamentar argumentou que a falta de cuidado no acondicionamento do lixo — muitas vezes depositado em sacolas frágeis, rasgadas ou caixas de papelão — contribui para o espalhamento dos resíduos antes da passagem dos caminhões de coleta. O vereador destacou ainda que a situação provoca mau cheiro, atrai insetos e roedores e gera transtornos para moradores vizinhos.
Desafio diário
A resposta da Prefeitura indica que o município busca responsabilizar os estabelecimentos pela forma de armazenamento dos resíduos, ao mesmo tempo em que atribui parte da desordem observada nas ruas à interferência de terceiros após o descarte.
O volume de notificações emitidas ao longo do ano demonstra que a questão continua sendo um desafio para a administração municipal.
Embora os serviços de coleta de lixo e limpeza urbana sejam realizados diariamente em diversos bairros, o espalhamento recorrente de resíduos em áreas comerciais tem exigido ações constantes das equipes da Secretaria de Meio Ambiente e Serviços Públicos.
A manutenção da limpeza urbana depende tanto do acondicionamento adequado por parte dos geradores quanto da preservação dos resíduos até o momento da coleta, evitando que materiais acabem espalhados pelas vias públicas.
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