Depois de 14 horas de julgamento, nesta quarta-feira (24), o Tribunal do Júri de Cafelândia proferiu sentença em um caso grave de tentativa de homicídio triplamente qualificado. O crime, que gerou polêmica, envolveu linchamento em via pública, registrado em vídeo e compartilhado em redes sociais. Dois réus foram condenados e dois absolvidos (veja o vídeo abaixo). A gravação foi determinante.
Ambos foram acusados de tentar matar a vítima em março de 2024, após ela ter sido surpreendida durante o banho, amarrada e espancada no distrito de Simões. A acusação informal era de que o homem teria cometido furto em uma residência.
Os jurados reconheceram a materialidade e autoria do crime por parte dos dois acusados. Foram aplicadas as qualificadoras de motivo torpe, tortura e recurso que dificultou a defesa da vítima.
As penas foram fixadas em 12 anos e cinco meses de reclusão para ela e 14 anos para o comparsa, ambos em regime fechado.
Relembre o caso
O crime ocorreu em março do ano passado, na rua Coronel Armando Simões, em Cafelândia. A vítima sofreu traumatismo craniano, ficou internada em UTI e relatou perda parcial e permanente da audição em um dos ouvidos.
Segundo a sentença, o crime foi motivado pela convicção da mulher de que a vítima havia furtado a casa da sogra dela, embora não houvesse registro policial de ocorrência no período.
O agravante da tortura ficou ainda mais evidente nas imagens, que mostram a acusada subindo sobre o corpo da vítima, amarrada e nua. Ela usava um bastão tátil para agredir o homem, que já estava ensanguentado.
O delito também foi agravado pelo fato de os agressores terem surpreendido a vítima durante o banho e atuarem em grupo de mais de duas pessoas.
Intimidação social
A gravação do crime e sua divulgação em redes sociais, com o intuito de intimidar a população e reforçar a autoridade que os agressores julgavam ter, foram consideradas pelo juiz. No áudio, a mulher afirma: “Vai roubar mais na casa da minha sogra, vagabundo”.
A mesma gravação também favoreceu a absolvição de dois réus. A defesa, conduzida pelo advogado criminalista Pedro Delfino, sustentou a tese de negativa de autoria, argumentando que a dupla esteve presente, mas tentou impedir a agressão.
Durante o julgamento, a vítima confirmou que havia se enganado ao reconhecer os dois e garantiu que nenhum deles participou das agressões. O áudio do vídeo corroborou essa versão, ao mostrar que ambos não estavam alinhados com a intenção de matar.
“Você dá um boi ainda para eu não matar você porque o (nome de um réu absolvido) não quer deixar, viu?”, disse a mulher no vídeo.
A sentença determinou a expedição imediata dos alvarás de soltura para os absolvidos. Os dois condenados permanecem presos, mas poderão recorrer da decisão junto ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP).
https://www.youtube.com/embed/kNrrKtR9MBA
Campanha foi organizada pela empresária Márcia Tédde após identificar necessidade da instituição.
Adesão de escola da zona norte reforça a atuação de Dani Alonso e Capitão Augusto…
A cerimônia de assinatura digital e lacração dos sistemas eleitorais impedem qualquer alteração nos programas…
A Polícia Civil instaurou investigação para apurar um caso de possível violência contra um idoso…
Estudantes que participam do processo seletivo do Programa Universidade para Todos (Prouni), referente ao segundo…
This website uses cookies.