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Saiba quais alimentos podem ajudar nas disfunções da tireoide

* Este artigo foi co-produzido com a nutricionista Natália Mayara Antônio Figueiredo (CRN: 58451)

Dr. Levy Figueiredo é médico-cirurgião especialista em cabeça e pescoço

Terminou no último sábado (29) a Semana Internacional da Tireoide, campanha de conscientização sobre as disfunções tireoidianas. Alimentar-se de forma equilibrada é uma importante arma para a manutenção do peso ideal e da saúde plena, além, é claro, da regularização da glândula.

No artigo dessa semana, eu e minha esposa Natália trouxemos algumas dicas de alimentos que podem auxiliar no funcionamento da tireoide e os que podem interferir diretamente no metabolismo dela.

Vale lembrar que o hipotireoidismo é uma das doenças endócrinas mais comuns e é caracterizado pela baixa atividade da tireoide, que faz com que esta produza menos hormônios do que o que é necessário para o funcionamento ideal de todas as funções do corpo, levando ao aparecimento de alguns sintomas como cansaço excessivo, diminuição dos batimentos cardíacos, aumento do peso, queda de cabelo e pele seca.

Quem tem problemas na glândula deve evitar comer sal em grande quantidade, já que o excesso de iodo – componente do produto – pode piorar um distúrbio de tireoide latente (não manifestado clinicamente ainda) ou já em tratamento.

Nutricionista dá dicas de alimentos que podem auxiliar no funcionamento da tireoide

Além disso, para evitar ou minimizar hipotireoidismo (baixa atividade da tireoide, que faz com que esta produza menos hormônios) e outros problemas da tireoide através da alimentação, é bom equilibrar:

  • soja, pois possui grandes quantidades de antinutrientes;
  • açúcar e farináceos, que podem gerar a produção de picos de insulina e hormônios da tireoide;
  • óleos vegetais comuns, os quais são ricos em ácidos graxos (gorduras) e inibem a liberação do hormônio da tireoide;
  • certas verduras cruas, que podem interferir negativamente na produção dos hormônios da tireoide, como o repolho, brócolis, couve, couve-de-bruxelas, couve-flor e espinafre.

Alimentação pode auxiliar ou interferir no funcionamento da tireoide.

Apesar de desfavoráveis – até certo ponto -, é importante pontuar que estes alimentos, em pessoas que já possuem alterações na glândula, podem sim ter ação desreguladora e, mesmo em doses pequenas, alterar o funcionamento da tireoide, especialmente em fetos, lactentes e adolescentes.

Contudo, é mais importante destacar que alguns destes alimentos não devem deixar de ser consumidos, pois também atuam na diminuição do risco de outras doenças. As brássicas, por exemplo, como os brócolis e couve-de-bruxelas atuam na prevenção de alguns tipos de câncer, inclusive no da tireoide. Por isso, devem ser consumidos cozidos.

Assim, a principal estratégia para recuperar a saúde da tireoide é primeiro acalmar o sistema imune, que está ativamente atacando a glândula; e remover alimentos inflamatórios e intolerantes, além de adicionar alimentos e nutrientes anti-inflamatórios.

Morango, mirtilo, amora, framboesa: anti-inflamatórios, modulam estrogênio, são ricos em antioxidantes e em fibras.

Uma boa dica nutricional é a inclusão de:

  • morango, mirtilo, amora, framboesa, que são anti-inflamatórios, modulam estrogênio, são ricos em antioxidantes e em fibras;
  • castanha do Brasil, que aumenta o humor, reduz o colesterol, rica em selênio, apoia a saúde da mama;
  • brotos de brócolis, que desintoxica o fígado;
  • chucrute, que melhora a função intestinal, é anti-inflamatório, rico em bactérias boas, estimula o sistema imunológico;
  • algas marinhas, que são desintoxicantes, ricas em fibras, iodo e magnésio, e vitaminas do complexo B;
  • sementes de gergelim, ricas em vitaminas B e minerais;
  • nozes, que são antioxidantes, anti-inflamatórias, ricas em ácidos graxos, e ômega 3;
  • frutas cítricas, que desintoxicam o fígado, auxiliam na modulação dos níveis de glicose no sangue, alcalinizantes, ricas em vitamina C e antioxidantes.

Castanha aumenta o humor, reduz o colesterol, é rica em selênio, e apoia a saúde da mama.

 

Desta forma, pacientes com hipotireoidismo, por exemplo, devem fracionar as refeições e fazer, no mínimo seis refeições por dia, porque apresentam um metabolismo mais lento.

Por isso, além de um profissional para o diagnóstico e tratamento do problema, é preciso de ajuda nutricional para balancear e regularizar o funcionamento da tireoide.

Lembre-se: procure sempre o profissional apropriado para o diagnóstico e tratamento.

Mais informações podem ser obtidas:

CIOF do Hospital Beneficente Unimar

Telefones: (14) 3306-2979 e (14) 2105-4697

Clínica InMulti – Rua Carlos Botelho, 703

Telefones: (14) 3433-6198 / (14) 9 9162-7550 – WhatsApp

Instagram: @nutrinataliamayara

Até a próxima!

*

Dr. Levy Figueiredo é médico-cirurgião especialista em cabeça e pescoço (CRM-SP: 156210)

Natália Mayara Antônio Figueiredo é especialista em Nutrição Clínica e Saúde da Mulher (CRN: 58451)

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