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Levantamento aponta risco para surto de dengue

O Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), realizado em Marília no mês de outubro, enquadrou a cidade na situação de risco de surto de dengue, o que mostra piora na situação local.

Em 4% dos prédios vistoriados foram encontradas larvas do mosquito que também é responsável pela transmissão da zika e febre chikungunya. No mesmo mês do ano passado o índice era de 0,5%.

Em agosto deste ano a situação já era de alerta no município, como mostrou reportagem do Marília Notícia. Naquele mês foram encontradas larvas em 1,7% dos imóveis vistoriados.

Já no mês de maio a cidade se enquadrava em um nível considerado satisfatório, com apenas 0,3% dos endereços com positivo para a existência do Aedes em seu estágio larval.

Quando o índice está abaixo de 1% a situação é tida como satisfatória. Até 3,9% a classificação é de alerta e além disso existe o risco de surto.

Desta vez a reportagem do MN não conseguiu verificar o índice encontrado em cada uma das regiões da cidade, que podem ser diferentes da média municipal.

O sistema da Superintendência de Controle de Endemias do Estado de São Paulo está com problemas. A informação é importante para demonstrar quais os bairros onde a situação é mais grave.

A presença de larvas do Aedes pressupõe a existência de água parada, algo mais recorrente nos meses de chuvas.

No mês passado, de acordo com dados da Defesa Civil do Estado, as precipitações somaram 101 milímetros na cidade.

No entanto, em outubro do ano passado, quando o quadro era considerado satisfatório, houve ainda mais chuvas, 120 milímetros.

Prefeitura/Mutirão

Apesar dos dados, a supervisora de Saúde Adriana Antônia Dadalto, responsável pelas equipes que atuam no combate ao vetor, lembra que a análise de risco depende também da transmissão, do número de casos suspeitos notificados e confirmados.

Em 2018, de acordo com informações da Prefeitura, foram 54 casos de dengue confirmados. Para impedir o aumento, a Prefeitura de Marília inicia no próximo dia 19 de novembro o 2º Megamutirão de Limpeza da Cidade em 2018.

“Mesmo com o controle dos casos e das inúmeras ações educativas, visitas dos agentes e estratégias da Divisão de Zoonoses”, afirma o município, “verifica-se que mais de 80% destes criadouros estão dentro dos imóveis, o que exige intervenção dos próprios moradores”.

A partir da próxima segunda-feira serão recolhidos móveis velhos, latas, garrafas, objetos de possam acumular água parada ou apodrecer no quintal (exceto orgânicos e entulhos de construção). Os materiais devem ser deixados em frente das casas.

Nas zonas Norte (de 19 a 21/11), Sul (26 a 28/11) e o Oeste (22 a 24/11) serão três dias de coleta (cada região) e na zona Leste (29 e 30/11) os caminhões passarão por dois dias. No Centro e nos distritos (1/12) apenas um dia.

No mutirão feito há seis meses, foram recolhidas 778 toneladas, o equivalente a 389 caminhões carregados.

Nota oficial

Após questionamento feito pelo MN sobre risco de surto, a seguinte nota foi enviada:

A prefeitura de Marília, por meio da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal da Saúde reforça o alerta para a eliminação dos criadouros.

O município salienta que o LIRAa permite avaliação de risco em potencial para epidemia, por isso a importância do alerta.

Entre as ações que o Poder Público realiza estão os mutirões de limpeza da cidade (dois por ano), visitas domiciliares por meio dos ACSs (Agentes Comunitários de Saúde) e ACEs (Agentes de Controle de Endemias), vistorias nos imóveis especiais (grandes edificações e locais de difícil acesso), bem como o cumprimento do protocolo para casos positivos notificados, que inclui bloqueios de nebulização e de criadouros.

Importante ressaltar que mais de 80% dos criadouros estão dentro das casas, ou seja, espaço de domínio do responsável pelo imóvel.

É fundamental que a população receba bem e acolha as orientações dos agentes de saúde, no sentido de eliminar os criadouros.

 

Leonardo Moreno

Leonardo Moreno é jornalista e atualmente cursa Ciências Sociais. Vê o jornalismo de dados como uma importante ferramenta para contar histórias, analisar a sociedade e investigar o poder público e seus agentes.

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