Previsto para março de 2020, o leilão de frequências para a quinta geração da telefonia celular (5G) deve movimentar cerca R$ 20 bilhões, segundo o conselheiro da Anatel Vicente Aquino, relator do edital no órgão regulador. Desse total, R$ 10 bilhões devem ir para o caixa do governo. Em entrevista ao Estadão/Broadcast, Aquino explica que, quanto mais obrigações de investimento para cumprimento de políticas públicas forem colocadas para as empresas, como cobertura em áreas mais afastadas, menor será a arrecadação.
Um dos problemas que devem ser tratados no edital do leilão é o das antenas parabólicas, presentes em 19 milhões de casas e que sofrem interferência de sinal na faixa de 5G. Aquino defende que o edital preveja uma solução para que essas residências não fiquem sem sinal de TV.
A proposta para a próxima geração da infraestrutura de dados móveis foi colocada em audiência pública neste mês. A ideia é que o 5G, que pode revolucionar a indústria e as relações entre consumidores e máquinas, esteja disponível nas grandes capitais a partir de 2021.
A data para o leilão do 5G já está marcada?
O edital do leilão tem uma previsão, mas é apenas uma previsão ainda, para março do ano que vem. Acho que ele pode atrasar um pouquinho, mas muito pouco. Sou o relator do processo, e a área técnica da agência propôs uma minuta de edital para ser discutido e submetido a uma consulta pública. Estou discutindo essa minuta com os segmentos interessados, como operadoras, além de entrantes e outras empresas que têm interesse no ramo.
Quanto o governo deve arrecadar com esse leilão?
Evidentemente, não temos uma precisão absoluta. Mas as estimativas ficam em torno de R$ 20 bilhões.
Esse seria o valor da outorga pelo uso das faixas ou já considera as obrigações de investimento e cobertura, que reduzem a arrecadação?
O valor compreende outorga e compromissos. Eu jogaria em meio a meio (metade outorga, metade compromissos).
O que o 5G vai trazer de mudanças na vida dos usuários?
A tecnologia de quinta geração não é apenas uma evolução do 4G, mas uma proposta que vai além do simples aumento de capacidade, velocidade e vazão de dados. Eu chamaria o 5G de quarta revolução industrial. A banda larga móvel terá altíssimas velocidades. A nossa vida vai mudar completamente. Vamos ter cidades digitais. A indústria vai se modernizar, o PIB vai crescer. No serviço público, os hospitais vão ganhar muito com cirurgias que poderão ser feitas à distância, por conta da alta confiabilidade das redes. Teremos veículos autoguiados, trens, ônibus. Supermercados e clínicas conectados. O 5G vai inserir o ser humano na sociedade digital, em que tudo vai funcionar de forma interligada. Não tem nada ruim. Nossa história vai ser antes e depois do 5G.
Quando a população terá acesso a essa tecnologia?
Num primeiro momento, o 5G vai alcançar os grandes centros urbanos a partir de 2021. Esperamos que, em três anos, ele comece a chegar nos lugares um pouco mais distantes.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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