Política

Lei Paulo Gustavo provoca racha na família Bolsonaro

O Senado Federal aprovou nesta semana um projeto de lei que libera R$ 3,86 bilhões do Fundo Nacional de Cultura (FNC) para fomentar projetos culturais, com o objetivo de recuperar o setor após perdas ao longo da pandemia da covid-19. Com 74 votos favoráveis e somente uma abstenção, a chamada “Lei Paulo Gustavo” dividiu governistas e a família do presidente Jair Bolsonaro (PL) após correligionários votarem contra o interesse do secretário especial da cultura Mário Frias.

O texto que segue para sanção homenageia o humorista Paulo Gustavo, morto por covid-19 em 2021 e defensor da vacinação como forma de combater o avanço da pandemia. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi um dos que aprovou a lei em Plenário, e disse que o voto homenageia o que o governo federal fez ao longo da pandemia. Também justificou a posição ao apontar que a cultura teria sido uma das vítimas do “fique em casa” e que, por isso, precisa do aporte financeiro.

Nas redes sociais, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (União-SP) divergiu do irmão e criticou a aprovação, além de reclamar da homenagem ao humorista. “Não queremos mais uma CPI da Rouanet, mas agora com o nome do artista. Trabalhemos pelo veto na Câmara e sua manutenção”, escreveu. Ele também recusou o avanço do apoio ao setor cultural em votação na Câmara dos Deputados, junta a parlamentares governistas como Carla Zambelli (União-SP) e Daniel Silveira (União-RJ).

Outros senadores com histórico de apoio a Bolsonaro, como Fernando Bezerra (MDB-PE), Luiz Carlos Heinze (PP-RS), Marcos Rogério (PL-RO) e o relator Alexandre Silveira (PSD-MG), que já foi convidado para ser líder do governo na Casa, também votaram a favor da medida.

Já Mário Frias afirmou que a decisão do Senado é um “absurdo” e “inconstitucional”. “A Câmara dos Deputados tinha conseguido apresentar uma proposta razoável, mas foi completamente descartada”, publicou.

O Senado reverteu duas mudanças na lei feitas pela Câmara dos Deputados, recuperando dispositivo que estimulava a participação de pessoas LGBTQIA e a que dava maior poder à Secretaria Especial de Cultura sobre a distribuição dos recursos.

Se a lei for sancionada, a União terá de enviar o dinheiro diretamente aos Estados, ao Distrito Federal e aos municípios para ser executado até 31 de dezembro de 2022. A maior parte dos recursos será destinada ao setor de audiovisual.

Agência Estado

Recent Posts

Mortes por acidentes de trabalho mais que triplicam em Marília no último ano

Acidente com morte em Marília no ano de 2024; em 2025 números aumentaram 250% nas…

11 horas ago

Prefeitura inicia revitalização do estádio Pedro Sola em Marília

Espaço antes tomado pelo mato agora está limpo novamente (Foto: Divulgação) O estádio varzeano Pedro…

11 horas ago

Água: o hábito de cuidar desse recurso essencial começa em casa e gera grande economia

O desperdício, nem sempre está associado a grandes excessos. Muitas vezes, ele surge de situações…

11 horas ago

Reforma da USF Aeroporto garante nova estrutura e mais cuidado, diz Danilo

"É uma alegria enorme ver que a Saúde hoje é tratada como prioridade. A reforma…

11 horas ago

MAC desperdiça pênalti e empata sem gols com o Paulista no Abreuzão

Disputa de bola alta no primeiro tempo da partida (Foto: Matheus Dahsan/Assessoria Imprensa MAC) O…

20 horas ago

Marília perde o corretor José Pedro Moreira, inspiração para o setor imobiliário

José Pedro faleceu ontem, sexta-feira, dia 30 de janeiro de 2026, e o seu sepultamento…

1 dia ago

This website uses cookies.