Marília

Posto tem combustível reprovado em teste de laboratório

Ipem, Procon, Polícia Civil e Instituto de Criminalística fizeram parte da força tarefa, em fevereiro (Foto: Divulgação)

O Auto Posto Marília Flex,  localizado na avenida Tiradentes, foi reprovado em testes de laboratório após ter bombas de combustíveis lacradas por violação do equipamento de abastecimento e suspeita de adulteração no início de fevereiro.

O posto de combustíveis pode ter sua inscrição cassada pela Secretaria da Fazenda do Estado, pasta que publicou resultado da testagem no Diário Oficial de São Paulo e deu prazo de cinco dias para a empresa recorrer.

Foram reprovadas amostras de etanol hidratado combustível e gasolina comum tipo C. O exame foi feito no laboratório da Central Analítica do Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Os exames indicaram que as amostras não estavam em conformidade com especificações exigidas pela Agência Nacional de Petróleo (ANP). Não foi detalhado que tipo de problema os testes demostraram.

A empresa pode pedir análise em nova amostra e ainda formular questionamentos aos peritos.

Entenda

A mais recente operação para apurar irregularidades no estabelecimento aconteceu no dia 4 de fevereiro. Delegado do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) presente no local, Edson de Moura, apontou vários pontos de selagem das bombas rompidos.

“Nestes casos o consumidor pode estar sendo prejudicado na medição, porque o instrumento não pode ser violado”, disse o delegado.

Medições preliminares também apontaram irregularidades. “Usamos o padrão de vinte litros e encontramos diferença de 180, 160 e até 200 mililitros. Está fora do limite tolerado”, declarou.

Corpos estranhos

O responsável pelo Ipem disse ainda que os peritos verificaram, de forma visível, dispositivos suspeitos no conjunto de bombeamento. “Serão objetos de avaliação, porque esses ‘corpos estranhos’ podem caracterizar algum tipo de adulteração”, declarou Moura à época.

O estabelecimento já havia sido alvo de vistoria, quando agentes flagraram a utilização indevida da identidade visual da Petrobras, mas tinha registro como “bandeira branca” na ANP.

Outro lado

O Marília Notícia tentou contato novamente com os responsáveis pelo posto por meio de telefones registrados na Receita Federal e na internet, mas não teve sucesso. O espaço está aberto para manifestação.

Carlos Rodrigues

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