Polícia

Justiça solta mulher e acata denúncia contra dois por esquartejamento

Reagente luminoso reagiu com sangue; sofá ficou coberto (Foto: Divulgação)

A Justiça de Pompeia determinou nesta segunda-feira (1º) a soltura da jovem de 18 anos, que estava presa sob acusação de envolvimento na morte e esquartejamento Daniel Ferreira Crol, de 38 anos, ocorrido em 29 de outubro em Quintana.

A decisão acata manifestação do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP), que pediu o arquivamento do inquérito contra ela em relação ao crime de homicídio qualificado. A jovem segue respondendo apenas por ocultação de cadáver, em procedimento desmembrado.

A decisão foi proferida pelo juiz Rodrigo Martins Marques, que reconheceu a “inexistência de elementos que indiquem participação da investigada” e expediu alvará de soltura.

Pedaço de pau que teria sido desferido na vítima (Foto: Divulgação)

Segundo o MP, outros dois acusados afirmaram que jovem não participou das agressões nem do esquartejamento da vítima.

Para a Promotoria, a suspeita não estava com os acusados no momento do crime e que não há indícios concretos de envolvimento na morte.

Bicicleta que seria da vítima foi apreendida (Foto: Divulgação)

Investigada responderá por ocultação de cadáver

Embora afastado o envolvimento da mulher no homicídio, o MP apontou que ela e um dos acusados teriam ajudado a ocultar partes do corpo da vítima após o esquartejamento.

Por se tratar de crime cuja pena máxima não supera três anos e por não haver risco à ordem pública ou à instrução, o juiz revogou a prisão preventiva.

O processo envolvendo a jovem agora vai ser desmembrado e tramitará em autos nos quais o Ministério Público poderá propor acordo de não persecução penal ou solicitar a suspensão condicional do processo, já que ela não tem antecedentes criminais.

Mancha foi encontrada no sofá da casa de um dos suspeitos do homicídio (Foto: Divulgação)

Justiça recebe denúncia por homicídio qualificado

Na mesma decisão, a Justiça acatou a denúncia contra os outros dois e os tornou réus. Eles responderão por homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel, dissimulação e recurso que dificultou a defesa da vítima. No caso de um deles, soma-se também o crime de ocultação de cadáver. Ambos seguem presos preventivamente.

O caso chocou a região pela brutalidade: Daniel foi morto enquanto dormia, após ser atingido por uma paulada e esfaqueado. O corpo foi esquartejado, e partes do cadáver foram encontradas dias depois em um terreno baldio próximo à linha férrea de Quintana.

Com a denúncia recebida, os acusados serão citados para apresentar defesa no prazo legal, dando início ao rito do Tribunal do Júri.

Alcyr Netto

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