Polícia

Estudante de Medicina vira réu e tem audiência marcada

João Pedro Franco D’Ávila tinha 21 anos (Foto: Arquivo Pessoal)

A Justiça de Marília agendou para maio de 2025 a primeira audiência para instrução, debates e julgamento do caso envolvendo o estudante de medicina João Pedro Cardoso Aranão, acusado de causar o acidente que resultou na morte de João Pedro Franco D’Ávila, de 21 anos.

O acidente ocorreu em novembro de 2022 na rodovia Rachid Rayes (SP-333), próximo à Fundação Casa. Outros dois passageiros do veículo que era conduzido por Aranão ficaram gravemente feridos; o motorista e o acompanhante do banco da frente saíram ilesos.

DENÚNCIA

O caso já se arrasta na Justiça e apresenta demora por série de questionamentos, perícias e recursos da defesa de Aranão, que até agora perdeu o direito de dirigir, três meses após o acidente. A denúncia do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) contra o acusado foi recebida depois de quase dois anos do acidente.

Carro foi atingido por um caminhão ao tentar cruzar a rodovia (Foto: Daniela Casale/Marília Notícia)

Em despacho publicado no final de outubro, após inquérito policial e indiciamento, o juiz Fabiano da Silva Moreno, da 3ª Vara Criminal de Marília, reconheceu os incídios de responsabilidade do jovem pela morte do amigo.

Na manhã do acidente, o veículo Volkswagen Polo dirigido por Aranão, ocupado por mais quatro estudantes de medicina, parou sobre a pista para uma tentativa frustrada de cruzamento da rodovia, momento em que o carro foi atingido na parte lateral traseira por um caminhão que seguia no sentido de Marília a Assis.

João Pedro Franco D’Ávila, que morava em São José do Rio Preto e era aluno em Marília, estava no banco traseiro do carro e morreu no local.

Segundo a Polícia Militar Rodoviária, o condutor apresentava sinais visíveis de embriaguez e, após se recusar inicialmente a realizar o teste do bafômetro, acabou reconsiderando. O teste indicou 0,77 miligramas de álcool por litro de ar expelido, configurando crime de trânsito.

Ele foi conduzido à Central de Polícia Judiciária, onde foi autuado por homicídio culposo na direção de veículo automotor e embriaguez ao volante. O jovem foi preso, mas foi liberado na audiência de custódia para responder ao processo em liberdade.

CÂMERAS DA RODOVIA

Na audiência marcada, a Justiça vai ouvir o réu e as testemunhas por videoconferência. O juiz também oficiou a concessionária Eixo-SP para verificar a existência de imagens de câmeras no local e horário do acidente. A defesa do réu foi autorizada a apresentar quesitos complementares para perícia em um prazo de 10 dias.

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Carlos Rodrigues

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