Polícia

Justiça marca primeira audiência com PM que matou homem no rodeio em Marília

Moroni Siqueira Rosa atirou na vítima quando ela estava de costas (Imagem: Reprodução)

A Justiça marcou para o dia 26 de novembro a primeira audiência sobre a morte de Hamilton Olímpio Ribeiro Junior, baleado pelo policial militar Moroni Siqueira Rosa durante o Marília Rodeo Music, no distrito de Lácio, em Marília. O policial segue preso no presídio militar Romão Gomes, em São Paulo, teve o cargo e o salário suspensos na Polícia Militar (PM) e pode ser expulso da corporação.

Segundo apurado pelo Marília Notícia, a defesa do policial ofereceu resposta à acusação, mas não solicitou preliminares e preferiu aguardar o encerramento da fase de instrução para se manifestar. O juiz Paulo Gustavo Ferrari considerou que ainda não é possível uma decisão rápida, pois é preciso mais provas para confirmar qualquer hipótese.

O magistrado agendou uma audiência virtual para o dia 26, às 14h30, onde serão discutidas as provas e argumentos do caso. Ferrari também concordou com o Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) em manter em sigilo apenas as fotos da vítima, para respeitar a privacidade da família, enquanto o restante dos documentos permanece público.

DENÚNCIA

De acordo com a denúncia apresentada pelo promotor Rafael Abujamra, no dia 31 de agosto, Moroni, que estava consumindo bebida alcoólica e portava sua arma de serviço, uma pistola Glock .40, envolveu-se em uma discussão com a vítima após um esbarrão.

Conforme Abujamra, motivado por um desentendimento banal, o PM utilizou um recurso que dificultou a defesa da vítima, além de ter causado risco a outras pessoas presentes, ao disparar contra Hamilton. Para o Ministério Público, o policial ainda tentou atingir outras duas pessoas com disparos que acabaram passando de raspão, colocando todos em perigo.

O promotor explicou que Moroni estava no evento com sua arma funcional carregada com 15 projéteis e, mesmo consumindo álcool, manteve-se armado em um local com grande aglomeração.

“Naquela ocasião, durante o show, o policial travou entrevero com a vítima Hamilton por conta de um esbarrão. Ato contínuo, impelido por fútil sentimento, pois em reação absolutamente desproporcional a causa, sacou da citada arma de fogo e, já em patente superioridade de armas, colocando os demais frequentadores do evento em evidente situação de risco (perigo comum), apontou-a para Hamilton e efetuou-lhe três disparos frontais, empregando recurso que lhe dificultou a defesa, pois sem condições de supor tamanho ataque. Não contente e mesmo com a vítima buscando se evadir, renovou outro tiro, atingindo Hamilton nas costas”, escreveu o MP-SP em sua denúncia.

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Alcyr Netto

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