Polícia

Justiça marca júri de padre acusado de atropelar e matar homem na região

Carro usado pelo frei Gustavo durante o atropelamento em Santa Cruz do Rio Pardo (Foto: Divulgação)

A Justiça de Santa Cruz do Rio Pardo marcou a data do júri do padre Gustavo Trindade dos Santos, acusado por homicídio qualificado, com recurso que dificultou a defesa da vítima.

O frei é apontado como o responsável pelo atropelamento de Ângelo Marcos dos Santos Nogueira, na noite do dia 7 de maio de 2022, no Centro da cidade. O homem era apontado como autor de um suposto furto praticado nas dependências casa paroquial de Santa Cruz do Rio Pardo.

O juiz João Paulo Sorigotti Da Silva agendou para 12 de abril, a partir das 9h, o julgamento do padre. A decisão foi assinada na última quinta-feira (25).

No documento, o magistrado aponta que a denúncia foi recebida em 21 de junho de 2022, houve aditamento pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) após o falecimento da vítima, recebido em 11 de agosto de 2022 pela Justiça.

O réu foi citado e apresentou resposta à acusação. Depois da fase instrutória, as partes apresentaram alegações finais, e o padre foi pronunciado a júri popular. Segundo o texto, o frei chegou a recorrer, mas a decisão foi mantida.

DENÚNCIA

Segundo a denúncia do MP-SP, o caso ocorreu no dia 7 de maio de 2022, às 20h54, na avenida Tiradentes.

O texto narra que o padre estava na condução do veículo automotor GM Cobalt e teria assumido o risco de matar a vítima, ao causar ferimentos graves descritos no exame de corpo de delito.

Conforme a acusação, a morte da vítima ocorreu em 27 de julho de 2022, por volta das 8h30, na Santa Casa de Misericórdia de Santa Cruz do Rio Pardo, em decorrência do agravamento dos ferimentos sofridos.

CÂMERAS

O atropelamento foi flagrado por uma câmera de segurança. As imagens mostram o momento em que um carro atinge o acusado. Depois, o motorista dá marcha à ré, manobra e vai embora.

Novos vídeos mostram que o padre perseguiu o homem por pelo menos 1,4 quilômetro.

O carro usado no atropelamento – que pertence à Diocese de Ourinhos – foi encontrado pela polícia e encaminhado à perícia.

O automóvel foi recolhido no estacionamento do Colégio Dominicano, que fica nas dependências do Santuário Nossa Senhora de Fátima. O carro apresentava a parte da frente e as laterais danificadas.

A Polícia Civil chegou a pedir, por duas vezes, a prisão do religioso, mas a Justiça negou as solicitações.

Daniela Casale

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