Polícia

Justiça marca júri de acusado de matar bebê de um ano

Felipe foi preso em dezembro de 2020 (Foto: Arquivo)

A Justiça de Marília agendou o julgamento de Felipe Guedes da Silva. Ele é acusado de matar o enteado de apenas um ano e três meses em setembro de 2019.

Segundo a denúncia do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), o crime foi praticado no dia 3 de setembro de 2019, por volta das 7h, na zona Sul de Marília.

O texto narra que o acusado e a mãe da criança viviam em união estável e os três moravam no mesmo imóvel. Na data, o réu permaneceu com o enteado, enquanto a companheira trabalhava.

A denúncia aponta que Silva teria agredido violentamente a criança com golpes na cabeça. O menino não resistiu.

Em setembro de 2021, a Justiça pronunciou o autor, revogou a prisão decretada e possibilitou que ele aguardasse o julgamento em liberdade. Silva estava preso desde dezembro de 2020.

O júri foi agendado para o dia 12 de julho de 2023, com previsão de início às 9h30. O caso segue em segredo de Justiça.

CRIME

Consta no inquérito policial que a criança morreu em decorrência de traumatismo cranioencefálico, cujas circunstâncias não foram devidamente esclarecidas na época.

Felipe era namorado da mãe do bebê e alegou que por volta de 6h30 levantou para tomar banho deixando a vítima deitada em um colchão na sala. A mãe da criança trabalhava e ele estava sozinho com o bebê.

O acusado disse que durante o banho escutou um barulho e abriu o box, observando que o menino tinha caído. Ele teria pegado a criança e colocado no sofá para terminar de tomar banho.

Em seguida, encontrou a vítima passando mal, sem conseguir respirar e acionou o Samu e bombeiros. Ele também afirmou que pediu ajuda para um vizinho, o qual os levou até o PA da zona Sul.

A versão foi contestada pelo laudo necroscópico. O médico legista concluiu que “em vista das pequenas dimensões do local e da baixa estrutura da vítima (70 centímetros), com poucas condições de adquirir força inercial suficiente para produzir quadro cranio-cerebral tão grave, o mais provável é que a ação contundente tenha tido natureza homicida.”

O acusado tem várias passagens pela polícia por crimes como roubo e tentativa de homicídio.

Daniela Casale

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