(Foto: Alcyr Netto/Marília Notícia)
A Justiça de Marília manteve a prisão preventiva de Leandro Idalino de Marcos, de 48 anos, acusado de matar a namorada adolescente de 17 anos e tentar assassinar a ex-companheira na mesma noite. A decisão, publicada no Diário Oficial, também abriu formalmente o prazo para as alegações finais do processo, sinalizando a proximidade de uma definição sobre o encaminhamento do réu ao julgamento popular pelo Tribunal do Júri.
A recente movimentação processual determinou que o acusado permaneça sob custódia cautelar. A fundamentação jurídica destacou que a custódia preventiva de Leandro deve ser mantida para garantir a ordem pública, assegurar a regularidade da instrução criminal e resguardar a futura aplicação da lei penal.
Com o encerramento da fase de instrução, abriu-se vista às partes — Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), assistência de acusação e defesa — para a apresentação de suas alegações finais. Esta é a última etapa de manifestação antes de a Justiça decidir pela pronúncia ou não do réu, determinação que indicará se ele irá a júri popular.
Paralelamente, a determinação judicial estabelece que o processo aguarde o envio urgente de documentos e laudos periciais complementares solicitados para juntada aos autos, incluindo o laudo necroscópico, com a anexação oficial da perícia referente à morte da jovem Maria Rita Bento dos Santos; e perícias telefônicas, com relatórios detalhados da extração de dados dos celulares apreendidos.
Também foi solicitado o prontuário do atendimento da adolescente no dia 10 de fevereiro de 2026 ao Hospital das Clínicas (HC) de Marília e o fornecimento, pela administradora do condomínio, das filmagens do circuito de segurança entre o início do dia 6 de fevereiro e o fim do dia 8 de fevereiro de 2026.
Crime
A sequência de crimes ocorreu na noite de 9 de fevereiro de 2026. Por volta das 19h, Leandro abordou sua ex-mulher, de 47 anos, desferindo múltiplos golpes de faca contra ela em frente a uma academia no bairro Fragata. A vítima foi socorrida pela própria filha e encaminhada ao HC, onde passou por procedimento cirúrgico devido a perfurações no pulmão, tórax, abdômen e braço, sobrevivendo aos ferimentos.
Aproximadamente uma hora após o primeiro ataque, policiais civis que apuravam o desaparecimento de Maria Rita Bento dos Santos, de 17 anos, encontraram a adolescente sem vida no apartamento do acusado, na zona oeste da cidade.
A perícia constatou indícios de tentativa de limpeza no local do crime e apreendeu um martelo com marcas de sangue, apontado como a ferramenta utilizada no feminicídio. Leandro foi capturado e preso em flagrante pela Polícia Militar na manhã do dia 10 de fevereiro de 2026, nas proximidades do bairro Fragata.
O homem responde por feminicídio consumado (pela morte de Maria Rita) e tentativa de feminicídio (pelo ataque à ex-companheira). Em ambas as acusações, constam qualificadoras de motivo torpe e uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas.
Com a manutenção da prisão preventiva, o acusado aguarda o encerramento da fase de alegações finais. Se pronunciado ao Tribunal do Júri e condenado por todas as acusações, as penas somadas podem ultrapassar 40 anos de reclusão.
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