Polícia

Justiça manda prender mulher acusada de matar companheiro com fogo em Marília

Luiz Carlos Pedro Barbosa morreu em unidade hospitalar de Bauru (Foto: Divulgação)

A Justiça expediu mandado de prisão preventiva no último dia 4 de agosto contra Gláucia Barbosa Cardozo Pedro, de 43 anos, denunciada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) pela morte do companheiro com fogo. A decisão é da juíza Josiane Patricia Cabrini, da 1ª Vara Criminal de Marília.

Segundo a denúncia do MP-SP, o crime ocorreu em 29 de setembro de 2025, por volta das 23h, na rua Salvador Salgueiro, Vila Barros, zona norte de Marília. Após discussão do casal, a mulher teria jogado um líquido inflamável sobre o companheiro, Luiz Carlos Pedro Barbosa, e ateado fogo nele em frente à residência onde moravam.

A vítima sofreu queimaduras de segundo e terceiro graus em cerca de 60% do corpo, principalmente rosto, tronco, braços e pernas. Ele ficou internado por mais de um mês, primeiro em Marília e depois em unidade especializada em queimados na cidade de Bauru, mas não resistiu às lesões e morreu em 2 de novembro de 2025. Segundo o laudo necroscópico, a causa da morte foi choque séptico decorrente das queimaduras.

Em depoimento à polícia, Gláucia admitiu ter ateado fogo no portão da casa, mas alegou que agiu para impedir a entrada da vítima no imóvel. A promotoria, porém, aponta que policiais militares não encontraram vestígios de fogo dentro da residência e que moradores da região disseram que o episódio ocorreu na via pública.

O Ministério Público denunciou a ré por homicídio qualificado por motivo fútil, uso de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Segundo a denúncia, ela é reincidente específica, pois já foi condenada por tentativa de homicídio com o mesmo modo de agir e também por roubo.

A promotoria pediu a prisão preventiva por considerar que a mulher representa risco à ordem pública e por não ter sido localizada pela polícia após o crime, o que indicaria intenção de fugir. A juíza acatou o pedido, apontando “elevada periculosidade” no emprego de fogo contra a vítima e risco de reiteração do crime.

Ainda não há data prevista para o julgamento da acusada pelo Tribunal do Júri de Marília.

Alcyr Netto

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