A Justiça de Marília determinou a realização de perícia na ação de despejo movida contra o Aeroclube, em processo que pode definir o futuro da entidade que atua há 85 anos na cidade. A decisão é da 3ª Vara Cível e prevê a nomeação de um engenheiro como perito responsável pelo levantamento.
De acordo com o despacho, caberá ao profissional avaliar as benfeitorias e os investimentos feitos pelo Aeroclube na área que ocupa dentro do Aeroporto Estadual de Marília Frank Miloye Milenkovich, atualmente sob concessão da Rede Voa.
A medida também autoriza a indicação de assistentes técnicos tanto pelo Aeroclube quanto pela concessionária, para acompanhamento dos trabalhos e apresentação de quesitos ao perito.
A Rede Voa entrou com o pedido de despejo sob a alegação de que as estruturas do Aeroclube interferem em projetos de expansão do terminal. Segundo representantes do clube, chegou a ser proposta a desocupação mediante pagamento de aluguel estimado em R$ 30 mil mensais.
O Aeroclube, por sua vez, mantém atividades de formação de pilotos, hangaragem, visitas educativas e preservação da memória da aviação regional. O resultado da perícia deve orientar a Justiça na análise do impasse, que envolve não apenas o uso da área, mas também a preservação de um patrimônio histórico da aviação em Marília.
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